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Atualizado às: 27 de maio, 2006 - 15h18 GMT (12h18 Brasília)
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Dida pede tributo a Barbosa ao receber prêmio na Suíça

Parreira Adriano e Dida
O trio foi premiado por seus desempenhos no ano passado
O goleiro Dida recebeu neste sábado o prêmio de segundo melhor goleiro do mundo em 2005, eleito pela IFFHS (sigla em inglês da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol), em Weggis, na Suíça.

Após treino da Seleção Brasileira na cidade, o normalmente tímido e contido Dida se emocionou ao comentar o fato de estar prestes a se tornar o primeiro goleiro negro do Brasil a disputar uma Copa do Mundo como titular desde Barbosa, em 1950.

Dida disse que é "horrível" que Barbosa seja lembrado apenas pela final da Copa de 50, quando, nas palavras do atual goleiro da Seleção, foi "crucificado" por ter falhado no gol que garantiu a vitória do Uruguai contra o Brasil em pleno Maracanã.

"Deveríamos lembrar também do Barbosa nos belos momentos", afirmou Dida. "Seria importante para a memória dele, para a memória de todos nós brasileiros, relembrar o Barbosa fazendo defesas e ajudando a Seleção Brasileira. E não só do momento triste que marcou a vida dele para sempre."

Outros brasileiros

O goleiro da Seleção Brasileira e do Milan recebeu 91 votos na eleição promovida pela IFFHS e ficou atrás apenas do checo Petr Cech, do Chelsea, que teve 175 votos.

Ao receber o prêmio, Dida lembrou que já havia sido o 3º colocado em 2004 e disse que espera ser eleito o melhor goleiro de 2006.

"Estou feliz pelo prêmio", afirmou. "Em 2004, fui o terceiro. Em 2005, estou ganhando pelo segundo lugar e vou trabalhar muito para ser o primeiro agora em 2006."

Reserva de Dida na Seleção e ídolo no São Paulo, Rogério Ceni ficou em nono lugar na premiação da IFFHS. Já o goleiro Gomes, que defende o PSV (Holanda) e acabou fora da equipe brasileira para a Copa, acabou na 11ª posição.

Parreira e Adriano

Além de Dida, outros dois brasileiros foram premiados pela IFFHS neste sábado.

O atacante Adriano venceu a disputa de maior artilheiro de 2005 em partidas internacionais, com 18 gols marcados (dez pela Seleção e oito pela Inter de Milão).

Adriano superou o hondurenho Wilmer Velásquez, que fez 15 gols, e o craque Ronaldinho Gaúcho, que ficou em terceiro lugar, com 13 gols. Robinho também apareceu entre os dez primeiros colocados (em 9º), com 11 gols marcados.

Antes de Adriano, outros dois jogadores brasileiros já haviam conquistado o mesmo prêmio em anos anteriores. Em 2000, Rivaldo foi o vencedor. Já Ronaldo foi eleito o maior artilheiro de 1997 em partidas internacionais.

O terceiro brasileiro premiado neste sábado foi o técnico Carlos Alberto Parreira, eleito o melhor treinador de seleção de 2005. Zico, que comanda a equipe do Japão, ficou em nono lugar, e Luiz Felipe Scolari, de Portugal, acabou em sétimo.

Parreira é o quarto técnico brasileiro a receber o prêmio da IFFHS. Os outros três foram Mário Jorge Lobo Zagallo, em 1997, Vanderlei Luxemburgo, em 1999, e Luiz Felipe Scolari, em 2002.

Chuva e faltas

No treino da manhã deste sábado, o primeiro com chuva em Weggis, os jogadores da Seleção Brasileira pouco apareceram para os torcedores que mais uma vez lotaram o estádio da cidade.

Durante a maior parte do tempo, a movimentação em campo se resumiu aos três goleiros. Os outros jogadores se dedicaram a exercícios de musculação dentro do vestiário.

Ao final do treinamento, Juninho, Ricardinho, Ronaldinho e Roberto Carlos treinaram cobranças de falta. O desempenho impressionante de Juninho, que registrou um grande aproveitamento e belos gols, chamou a atenção de quem estava no estádio.

O fim do treino marca o início de uma nova fase na preparação da Seleção Brasileira para a Copa. A partir de agora, a equipe deve se concentrar nos treinamentos táticos, incluindo coletivos, e diminuir a intensidade dos exercícios físico.

Parreira já deixou claro que Cafu será o seu capitão na estréia e reafirmou que, se nenhum problema ocorrer até o dia 13, o Brasil vai para o primeiro jogo na Copa com Dida; Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho; Adriano e Ronaldo.

O treinador, no entanto, tem procurado motivar os reservas ao dizer que admite mudanças na formação ao longo da competição.

Parreira também guarda segredo sobre quem é o segundo goleiro e reserva imediato de Dida na Seleção. Apesar de Rogério Ceni ter sido inscrito com a camisa número 12, o técnico deixou aberta a possibilidade de Júlio César figurar como primeira opção.

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