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Agito em torno da Seleção faz Parreira cogitar 'plano B' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Diante de centenas de jornalistas do mundo inteiro, o técnico Carlos Alberto Parreira afirmou nesta terça-feira, em Weggis, na Suíça, que não permitirá que o agito criado em torno da Seleção Brasileira atrapalhe a preparação da equipe para a Copa do Mundo. Parreira admitiu que, com a presença de tantos jornalistas e admiradores na cidade, o único lugar onde os jogadores da Seleção podem encontrar tranqüilidade é dentro do luxuoso hotel onde a equipe está hospedada e cercada por seguranças. O técnico creditou o alvoroço causado pelos brasileiros na pacata cidade suíça à importância da Seleção no futebol mundial e disse que não há como impedir os holofotes da mídia e a euforia dos torcedores. “Não há como você esconder a Seleção Brasileira”, afirmou o treinador. “Desde que a coisa não crie um nível que atrapalhe o treinamento, a gente vai manter o público aqui presente. Se houver dificuldade, a gente interrompe.” Se o assédio do público e da imprensa aos jogadores se tornar um problema para a comissão técnica da Seleção, Parreira promete mudar os planos e limitar o acesso aos treinamentos.
“Nós queremos é tranquilidade. Se houver algum abuso, se houver uma coisa que a gente sinta que vai prejudicar a concentração do time, a gente muda”, declarou o técnico. “Nosso compromisso é com a Seleção.” Plano B Todos os ingressos para os treinos da Seleção no estádio de Weggis, que tem capacidade para pouco mais de 5 mil torcedores, foram vendidos. As arquibancadas foram cercadas de barracas com música, comida e outros produtos que fazem referência à passagem dos jogadores brasileiros pela cidade, que possui cerca de 4 mil habitantes. O primeiro treinamento em Weggis será realizado nesta quarta-feira. Além da agitação que tomou conta da cidade, outra preocupação da CBF é o efeito que as chuvas que têm caído na região podem ter no recém-inaugurado gramado onde a Seleção vai treinar. De acordo com Américo Faria, supervisor da CBF, outros dois campos na região de Weggis podem ser utilizados pela Seleção caso ocorra algum problema no estádio da cidade. O “plano B”, que limitaria o acesso e mudaria o local dos treinamentos, também poderia entrar em ação caso a comissão técnica decida realizar treinos secretos com a Seleção. “Uma das possibilidade é exatamente se nós quisermos fazer um treino secreto”, afirmou Faria, que participou da coletiva ao lado de Parreira. “Se houver necessidade, vocês saberão. Mas vamos aguardar.” Inauguração Logo após a entrevista de Parreira, o estádio que deve servir de base para os treinamentos da Seleção foi inaugurado com uma festa em Weggis. Depois de uma rápida cerimônia, com o desfile de crianças vestidas com camisas verde-e-amarelas e bandeiras do Brasil e da Suíça, um grupo de bateristas e passistas de samba se apresentou na lateral do gramado e saiu dançando pelas ruas de Weggis. A festa foi comandada por Neguinho da Beija-Flor e pelos ritmistas da Escola de Samba Sambasiléia, formada por brasileiros e suíços que vivem na região da Basiléia. Para completar, passistas vestidas com fantasias de carnaval sambavam com pouca roupa e muita alegria debaixo do céu nublado e de uma temperatura próxima dos 10º C. O ‘carnaval’ dos brasileiros empolgou a população de Weggis. Os moradores da cidade assistiram surpresos à desenvoltura das passistas e até arriscaram passos desajeitados. Já a chance de ver o futebol da Seleção ficou para a quarta-feira. |
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