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Piazza alerta para favoritismo em excesso do Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O tricampeão do mundo Wilson Piazza disse nesta quinta-feira em Madri que está preocupado pelo excesso de favoritismo da seleção brasileira para a Copa do Mundo. O veterano volante da mítica equipe brasileira de 1970 acredita que "individualmente o Brasil tem os valores mais fortes, mas precisará de humildade e dedicação para pensar no coletivo e não se deixar levar pela vaidade". Piazza lembrou do exemplo de França e Argentina na Copa de 2002, que eram favoritas e acabaram eliminadas na primeira fase. Com a experiência de 66 partidas com a seleção brasileira e duas Copas do Mundo (70 e 74), Piazza sabe o que significa chegar a um campeonato mundial como favorito e acabar decepcionando. O Brasil foi 4º na Copa de 74, por coincidência, na Alemanha. "Favoritismo vale na teoria. Eu espero estar equivocado e que a seleção mostre ao mundo por que tem tudo para ser hexacampeã e por que o Brasil é o país do futebol". Experiência Piazza disse que confia na experiência de Parreira e Zagallo para conseguir que a seleção seja um bom time na Copa, mais do que um bom grupo de craques. "O Brasil é o favorito pelos valores individuais. A hora é de conseguirmos fazer um grande time, de jogar com harmonia e de se preocupar apenas com o conjunto. Jogador de seleção brasileira tem que ter humildade e saber que está representando uma pátria." Piazza disse que a equipe para a Copa da Alemanha não só tem talento, como experiência, já que a maioria dos jogadores atua no futebol europeu. Mas não pode ser considerada a melhor seleção brasileira de todos os tempos. "Para mim a de 70 foi a melhor. E a de 82, que caiu rápido, também era melhor. Foi outro exemplo de que talento e favoritismo não são garantia para uma Copa do Mundo." O ex-jogador está na Espanha para promover o projeto Cartão vermelho contra a pobreza - um programa social e esportivo para ajudar menores carentes de Belo Horizonte e periferia. O projeto, que já tem o apoio do governo provincial de Madri, pretende formar uma fundação beneficente na Espanha que produza fundos para as crianças brasileiras. Os primeiros recursos obtidos serão para o município mineiro de Ibirité. A proposta é oferecer condições sanitárias, educação e formação profissional no futebol. O projeto conta ainda com outro ex-craque mineiro, Palhinha, e apoio do Cruzeiro. Para esta primeira visita à Espanha, Piazza e Palhinha trouxeram 20 meninos entre 14 e 16 anos. Na próxima segunda-feira jogarão um amistoso com o time de juvenis do Real Madrid e nesta quinta-feira foram vistos pelo supervisor técnico do Atlético de Madrid e também ex-jogador brasileiro, Luis Pereira. "Ele (Pereira) disse que gostou do futebol de um deles. Nossa intenção é social e esportiva, mas se de um grupo dois ou três acabarem profissionais, melhor ainda", concluiu o tricampeão mundial. |
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