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Parreira vê 'alma de campeão' em time de 'celebridades' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Depois de definir a Seleção Brasileira como um time de “celebridades”, o técnico Carlos Alberto Parreira afirmou nesta terça-feira, em Weggis, na Suíça, que a equipe sabe conviver com “a pressão de um grupo ganhador”. “O que não falta (na Seleção) é alma de campeão”, disse o treinador. “Só tem jogador ganhador aqui, jogador que sabe conviver com a pressão de ser ganhador. Todos conquistaram muitos títulos. Nesse aspecto, eu estou sossegado.” Em sua primeira coletiva desde a chegada a Weggis, Parreira pregou “o sentimento de grupo” como receita para impedir que o favoritismo em torno da Seleção atrapalhe os planos brasileiros de conquistar mais uma Copa. “Nós lidamos hoje com celebridades, com jogadores muito conhecidos, famosos, talentosos, mas isso não basta para ganhar a Copa do Mundo”, afirmou. “Tem que ter humildade, tem que ter competência dentro de campo.” Para o técnico da Seleção, nem mesmo a possível insatisfação dos astros que terão de começar o Mundial como reservas, incluindo Robinho, Juninho Pernambucano e Cicinho, será um problema para a equipe brasileira. “Lidar com esses egos vai ser muito fácil porque quem não tiver espírito de grupo para aceitar ficar na reserva não pertence a esse grupo”, disse Parreira. “Tem que ser sadia essa luta por uma vaga. E, se houver necessidade, nós vamos mudar.” Quarteto Durante a coletiva, Parreira reafirmou o que tem dito desde o fim das Eliminatórias da Copa, em outubro: se não houver imprevistos, a Seleção que estréia no Mundial terá o quarteto de ataque formado por Kaká, Ronaldinho, Adriano e Ronaldo. De acordo com o treinador, os dois amistosos que a Seleção disputará antes da Copa terão apenas a função de entrosar a equipe e dar ritmo aos jogadores. No próximo dia 30, o Brasil joga contra um combinado da região suíça de Lucerna, na Basiléia, e, em 4 de junho, enfrenta a Nova Zelândia, em Genebra. Para esses amistosos, Parreira adiantou que não pretende poupar o atacante Ronaldo, que se recuperou recentemente de uma contusão muscular e não disputa uma partida oficial desde abril. “O Ronaldo está se preparando há bastante tempo. Ele só precisa readquirir o ritmo de jogo e a parte técnica, que virá com a sequência de trabalho. O peso dele está ótimo”, disse o técnico. “Ele tem que entrar para ganhar ritmo.” Já o companheiro de Ronaldo no ataque, Adriano, que atravessa má fase no seu clube, a Inter de Milão, não preocupa a comissão técnica da Seleção. Para Parreira, o atacante rende mais quando joga pelo Brasil. “O Adriano, quando chega aqui, se transforma. Aqui, ele tem carinho. É outro jogador, é outra pessoa”, comentou o treinador. “A gente vê que a cara dele, o semblante, muda radicalmente. O problema do Adriano não é o Adriano, é o time dele.” Estréia Depois dos amistosos na Suíça, a Seleção segue para a Alemanha. Já de olho na estréia na Copa, contra a Croácia, no dia 13, em Berlim, Parreira destacou a importância de uma vitória no início do Mundial.
“Considero um jogo dificílimo”, afirmou. “Sempre existe uma expectativa muito grande no jogo de estréia. Então, é importante que a gente comece ganhando, independente de como se produza o resultado.” Apesar de dizer que a Seleção está pronta para lidar com a pressão de ser favorita, Parreira também procurou dividir a responsabilidade de ter de conquistar o título na Alemanha com outras potências do futebol mundial. “As grandes seleções, Argentina, Alemanha, Inglaterra, Itália, chegam com a mesma obrigação que o Brasil”, comentou. “Nós temos tanta obrigação de ganhar quanto têm todas as equipes que são tradicionais no futebol mundial e que já conseguiram títulos.” Durante a coletiva, Parreira teve a companhia do coordenador técnico da Seleção, Mário Jorge Lobo Zagallo. Supersticioso como sempre, Zagallo exibiu uma pequena estátua de Santo Antônio e lembrou que a estréia do Brasil será no dia 13 de junho. Nesta quarta-feira, os jogadores da Seleção concluem uma bateria de exames médicos e realizam o primeiro treinamento no estádio da cidade de Weggis. No almoço, a equipe deve receber a visita do presidente da Fifa, Joseph Blatter. |
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