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Atualizado às: 25 de abril, 2006 - 08h24 GMT (05h24 Brasília)
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Sem outras cartas, EUA apostam em novo governo iraquiano

Jawad al-Maliki
Maliki se exilou na Síria e foi contra a invasão americana
Pequenos passos positivos no Iraque representam grandes saltos nas expectativas americanas sobre o país invadido há pouco mais de três anos.

A situação é tão ingrata que o desfecho das negociações entre elites políticas que levaram à designação no fim de semana do xiita Jawad al-Maliki como primeiro-ministro é visto pelo governo Bush como melhor do que nada.

Washington se distancia cada vez mais do modelo de dirigente xiita que gostariam que estivesse no comando em Bagdá.

Maliki foi contra a invasão liderada pelos Estados Unidos e nos tempos de Saddam Hussein viveu no exílio sírio e não em uma capital ocidental, como uma safra de políticos xiitas patrocinados por americanos e britânicos.

Sem Al-Jaafari

Obviamente Maliki não era o favorito de Washington no esforço de formar o ministério de um governo permanente, para o qual ele tem teoricamente um prazo de 30 dias.

Havia, no entanto, uma ansiedade para impedir que Ibrahim al-Jaafari, provisoriamente no cargo de primeiro-ministro após as eleições de dezembro, assumisse a função permanentemente.

Americanos contribuíram para a "fritura" de Jafaari e agora são forçados a trabalhar com Maliki. Ele tem reputação de ser um político determinado, ao contrário do indeciso Jaafari. Como resultado, o presidente Bush e seus principais assessores falam que finalmente existe uma oportunidade de consolidar um governo, refrear a violência sectária, controlar as milícias xiitas e esmagar a insurgência sunita.

Maliki fez declarações conciliátorias nos últimos dias, mas é conhecido como um oponente de concessões à minoria sunita. De qualquer forma é o consolo do melhor do que nada. A interinidade de Jaafari se tornou realmente precária, com crescentes riscos da implosão do país. No final das contas, o Parlamento confirmou Maliki e escolheu novamente o curdo Jalal Talabani para ser o presidente.

A questão é se os penosos progressos não acontecem tardiamente, em meio à espiral de violência. No que interessa diretamente à opinião pública dos Estados Unidos, o cenário de retirada de tropas americanas continua distante.

As pequenas boas novas no Iraque se revelam insuficientes para estancar a hemorragia de apoio popular ao presidente Bush. Pesquisa divulgada na segunda-feira pela televisão CNN mostra que a sua taxa de aprovação caiu para 32%, a mais baixa de seu governo. E o Iraque é o principal fator do desencanto.

O governo Bush pode fazer pouco no Iraque além de maximizar as boas notícias. Em contrapartida, a opção no caso de Osama bin Laden foi minimizar a importância do mais recente gravação do líder da rede Al Qaeda, divulgada no domingo pela rede de televisão Al Jazeera.

Para a oposição democrata e críticos do governo Bush, as constantes reaparições de Bin Laden não apenas representam uma falha da inteligência americana para capturá-lo ou matá-lo, mas a confirmação do erro estratégico que foi invadir o Iraque ao invés de mobilizar os recursos na frente principal da chamada guerra contra o terror.

Michael Scheuer, o ex-chefe da unidade Bin Laden da CIA, observou que com esta nova mensagem o líder da Al Qaeda quer restabelecer sua relevância no mundo islâmico e que na busca dos seus objetivos "seu mais importante aliado é a política externa americana".

Ataques como os no Egito na segunda-feira parecem refletir a natureza descentralizada da ameaça terrorista, mas isso não chega a ser consolo para o governo Bush e seus aliados.

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