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Polícia encontra corpos de recrutas em Bagdá | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia iraquiana disse na noite desta segunda-feira ter encontrado os corpos de ao menos 15 homens que haviam sido recrutados recentemente como policiais. Segundo a polícia, os 15 homens, todos mortos com tiros na cabeça, foram encontrados no distrito de Abu Ghraib, uma área predominante sunita na periferia de Bagdá. Segundo a agência de notícias Reuters, outros 17 corpos de recrutas policiais mortos a tiros teriam sido encontrados no distrito de Baghdady. Os recrutas teriam sido seqüestrados há uma semana, logo após se alistarem. Durante o dia, ao menos oito pessoas foram mortas e mais de 80 ficaram feridas em uma série de explosões de carros-bomba na capital do Iraque, Bagdá. Ao todo foram sete explosões, incluindo um ataque em uma universidade na qual cinco pessoas morreram. Outras três pessoas morreram próximo ao Ministério da Saúde. Tiroteios ao sul da capital deixaram ao menos outras seis pessoas mortas. Os novos episódios de violência se seguem a uma série de ataques que ocorreram após a nomeação, no sábado, de Jawid Al-Maliki, para o cargo de primeiro-ministro. Desafios No domingo, um ataque com morteiros contra o prédio do Ministério da Defesa, também em Bagdá, deixou pelo menos seis mortos. O ministério fica na Zona Verde, a área fortemente guardada e teoricamente mais segura da capital iraquiana, onde também fica o Parlamento. O Ministério do Interior também foi atacado com morteiros. Para observadores, os recentes ataques são uma demonstração dos desafios que o novo primeiro-ministro terá que enfrentar quando assumir o cargo – ele tem um mês para formar o governo e ser aprovado pelo Parlamento. A indicação de Al-Maliki ocorreu após quase quatro meses de impasse para a formação de um novo governo iraquiano. O impasse foi provocado pela indicação, após as eleições do final do ano passado, do premiê interino Ibrahim Al-Jaafari para permanecer no cargo. Após um ano à frente do governo interino do Iraque, a indicação do xiita Jaafari para continuar no comando se mostrou muito polêmica. Representantes de curdos e sunitas – as outras etnias que formam a população iraquiana – se posicionaram contra a indicação da aliança xiita, que obteve a maioria nas eleições parlamentares. A disputa se estendeu por vários meses até que a aliança e Jaafari decidiram desistir da indicação inicial e escolher um novo nome. |
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