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América Latina progrediu menos no combate à pobreza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A América Latina progrediu menos do que outras regiões do mundo no cumprimento das metas do milênio de redução da pobreza, de acordo com relatório de monitoramento global do Banco Mundial . Entre 2002 e 2005, a pobreza diminuiu menos de um ponto percentual na região. De um modo geral, porém, a região está caminhando para cumprir as metas de universalização da educação primária, igualdade de sexos em educação primária e secundária e mortalidade materna. O documento apresentado nesta quinta-feira pelo Banco Mundial também diz que os países latino-americanos de baixa renda cresceram menos do que os países de baixa renda de um modo geral. "O crescimento econômico aumentou nos últimos dois anos, mas ainda é muito baixo para fazer diferença na redução da pobreza", afirma o relatório. Desde 2000, o crescimento médio nos países em desenvolvimento foi de 4,8% ao ano, mais do que o dobro dos países desenvolvidos, que cresceram em média 2% ao ano no mesmo período. "Crescimento é essencial para reduzir a pobreza e estamos vendo prova disso nestes resultados", afirmou o economista-chefe do Banco Mundial, François Bourguignon. Crescimento brasileiro O Brasil cresceu em média 2% ao ano nos últimos dez anos. A América Latina e o Caribe como um todo tiveram um crescimento de 2,1% ao ano neste período, com uma expansão do PIB per capita de apenas 0,6%. Ao mesmo tempo, os países da África Subsaariana tiveram um expansão de 3,4%, com um crescimento per capita de 0,9%. Para os próximos anos, porém, a perspectiva é mais positiva. A projeção de crescimento da economia mundial, apresentada nesta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional, é de 4,3% para a América Latina em 2006 - o mesmo índice do ano passado e um pouco menos do que em 2004, mas é bem menor do que os 6,9% previstos para os países emergentes como um todo. O Banco Mundial diz que é preciso aumentar o fluxo de recursos dos países desenvolvidos e garantir que esta ajuda seja usada de maneira efetiva para atingir as metas do milênio. "Estes dois aspectos não podem ser separados", afirma o relatório. "A ajuda deve tornar-se mais previsível, menos fragmentada, alinhada mais diretamente às necessidades dos países e direcionada para onde seja usada de forma produtiva para o progresso no cumprimento das metas do milênio", disse Mark Sundberg, um dos autores do relatório. O relatório também diz que há temor de que não sejam cumpridas as promessas feitas na reunião de cúpula do G-8, em Geneagles, no ano passado, de aumentar a ajuda para a África e outras regiões e de perdoar a dívida dos países mais pobres. |
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