|
Comissão 'não deve incriminar' policiais do caso Jean, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico Evening Standard diz, na sua edição desta quarta-feira, que a Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês) teria sugerido, em seu relatório sobre a morte de Jean Charles de Menezes, que não haja uma ação criminal contra os policiais envolvidos no caso. Segundo o diário, o relatório, que foi enviado ao Ministério Público britânico (CPS, na sigla em inglês), teria recomendado apenas uma ação administrativa contra Cressida Dick, a policial responsável pela área de armas de fogo na Polícia Metropolitana de Londres. "A impressão é que a IPCC vai querer uma audiência disciplinar e que será para a oficial em comando", teria dito uma fonte anônima ao jornal. De acordo com a IPCC, entende-se por "audiência disciplinar" um alerta formal da chefia a um funcionário. No caso mais sério, a pessoa pode ser afastada do cargo. O Evening Standard afirma ainda que "é esperado que o relatório da IPCC libere a maioria ou, possivelmente, todos os outros policiais envolvidos e recomende que eles não enfrentem ação criminal ou disciplinar". E complementa: "(O) relatório não conterá nenhuma crítica ao chefe da Polícia Metropolitana, Ian Blair". "Especulação" Procurada pela BBC Brasil, a assessoria de imprensa da IPCC descreveu a reportagem do Evening Standard como "especulação". O relatório da investigação da IPCC está, atualmente, nas mãos da promotoria, que irá decidir se haverá uma acusação criminal ou não contra os policiais. Após a decisão da CPS, por volta de junho, a IPCC entrará em contato com a Polícia Metropolitana para uma possível ação administrativa. O relatório da IPCC somente deverá ser tornado público no final do ano. Detalhes A reportagem publicada na capa do diário diz que a IPCC deve "criticar" Cressida Dick por sua "falta de clareza" ao dar ordens aos atiradores. "Ela será a policial de mais alto escalão criticada no relatório sobre a morte de Menezes, de 27 anos, na estação de metrô de Stockwell no dia 22 de julho, ao ser confundido com um homem-bomba", diz o texto. O Evening Standard publica também alguns detalhes sobre a operação policial que estariam no relatório da IPCC. "Um detalhe chave que o relatório deve revelar é que a unidade da polícia armada que atirou em Menezes, um brasileiro que trabalhava de eletricista, apenas chegou a Stockwell quando ele entrou na estação de metrô." De acordo com o diário, os policiais dessa unidade especial ficaram presos no trânsito e não puderam interceptá-lo antes. Outra informação publicada pelo Evening Standard é a de que os policiais que estavam vigiando a casa de Menezes estavam armados, mas "só tinham autorização para atirar em caso de auto-defesa e não estavam completamente treinados como especialistas em armas de fogo". A demora no reconhecimento de que Menezes não era um dos suspeitos dos ataques frustrados do dia 21 de julho teria ocorrido, entre outras razões, porque, segundo o jornal, o brasileiro levou um tiro na cabeça e ficou difícil de compará-lo com a foto que estava na carteira de identidade. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Investigação do caso Jean Charles corre risco, dizem jornais02 abril, 2006 | BBC Report Decisão sobre caso Jean Charles é adiada31 março, 2006 | BBC Report Inocência de Jean Charles só foi descoberta um dia após morte, diz jornal19 março, 2006 | BBC Report Comissão pede mudança na polícia britânica, diz jornal17 março, 2006 | BBC Report Relatório faz 'recomendações' à polícia após morte de Jean Charles14 março, 2006 | BBC Report Família de Jean pede investigação de vazamento 13 março, 2006 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||