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Fiz todo o possível, diz presidente da agência espacial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Sérgio Gaudenzi, disse nesta quinta-feira que não entende “o que passou pela cabeça” do médico Luiz Cláudio Lutiis, responsável por acompanhar a saúde do astronauta Marcos Pontes, e que fez críticas à atuação da agência na preparação do histórico vôo. Lutiis havia afirmado na véspera que a AEB “não ajudou no que deveria e atrapalhou no que podia” na preparação do primeiro vôo para o espaço de um astronauta brasileiro. "A agência fez tudo o que podia fazer para o vôo. Foi a agência que fez a negociação. Nós usamos a Nasa porque pagamos a Nasa por esse direito", afirmou Gaudenzi, referindo-se à afirmação de Lutiis de que, sem o auxílio da Nasa, a equipe brasileira estaria "isolada" no Cosmódromo de Baikonur. No entanto, o presidente da AEB admite que mais da metade do mérito pela realização do primeiro vôo de um brasileiro para o espaço pertence a ele. "Eu diria que mais da metade é o esforço pessoal dele. Em um dado instante nós dissemos: ‘Não podemos deixar o Pontes não voar, depois do esforço que ele fez’." Ausência Sobre a ausência de um representante do primeiro escalão do governo brasileiro, Gaudenzi disse que ela não deve ser interpretada como falta de respaldo para o programa espacial. Gaudenzi disse acreditar que nenhuma alta autoridade viajou ao Cazaquistão para evitar possíveis acusações de apropriação do programa para motivos eleitoreiros. "Num dado instante disseram que o vôo era neste mês por uma questão política. Não foi. Quem fixou a data foi a Roskosmos (a agência espacial russa). Eu sou político, se fosse fixar a data, fixaria em setembro", disse o presidente da AEB. Ele afirmou ainda não ter dúvidas sobre o apoio que vem recebendo do governo Lula. "Desde que entrei na agência eu não posso me queixar. Eu tenho um apoio enorme do ex-ministro Eduardo Campos, tenho um apoio enorme do ministro Sérgio Rezende e tenho um apoio e uma cobrança do presidente da República”, disse. O presidente da AEB viajou ao Cazaquistão acompanhado por políticos representando a Câmara dos Deputados e o Senado nacionais, além de diplomatas e funcionários da agência espacial. |
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