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Astronauta brasileiro partirá da base de onde saiu Gagarin | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A nave russa Soyuz TMA-8, que vai levar ao espaço o tenente-coronel Marcos Pontes, o primeiro cosmonauta brasileiro, será lançada nesta quarta-feira (quinta-feira, no Cazaquistão) da mesma plataforma de onde partiu o histórico vôo do primeiro homem a ir ao espaço, o russo Yuri Gagarin, em 1961. Além de Pontes, os outros astronautas da missão de número 13 serão Pavel Vinogradov, da Rússia, e Jeffrey Williams, dos Estados Unidos. Por enquanto, a nave que vai transportá-los permanece nas instalações de montagem, no prédio apelidado de MIK pelos russos, do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, e será preparada nas próximas horas para o lançamento, previsto para as 23h29 (de Brasília). Embora seja o primeiro brasileiro e sul-americano, Pontes representará a 36ª nacionalidade a ir ao espaço, depois de eslovacos, um sírio, um cubano, um mexicano e um afegão, entre outras. Santos Dumont Os equipamentos que o astronauta brasileiro vai utilizar para realizar os oito experimentos encomendados pela Agência Espacial Brasileira (AEB) já estão a bordo da Soyuz. Pontes também levará objetos pessoais, entre eles, uma réplica do chapéu utilizado por Santos Dumont, uma camisa da Seleção Brasileira e uma bola verde e amarela. Quando a contagem regressiva começar na quarta-feira, o cosmonauta brasileiro estará preparado para atingir uma velocidade de até 28 mil quilômetros por hora rumo à órbita da Terra. Para sair da atmosfera, serão necessários apenas cerca de dez minutos. Depois, a Soyuz precisará de longas horas, em um trajeto cuidadosamente calculado até se aproximar da Estação Espacial Internacional (EEI). Ao se acoplar a EEI, começará a rotina científica de Pontes. O astronauta tem oito experimentos prontos para serem realizados. Para cientistas da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), de São Paulo, ele vai testar o efeito da microgravidade nas reações químicas em enzimas. Para a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o cosmonauta vai realizar um experimento para observar os reparos do DNA em ambiente de microgravidade. Entre outros experimentos específicos preparados pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pelo Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA), estão duas experiências que contaram com a participação de alunos da rede pública estadual de São Paulo. |
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