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Atualizado às: 13 de março, 2006 - 10h15 GMT (07h15 Brasília)
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Comissão de Direitos Humanos pode ser suspensa
Guantánamo
Pauta da Comissão inclui avaliação da situação na Baía de Guantánamo
A Organização das Nações Unidas (ONU) poderá ficar sem sua agência de fiscalização de direitos humanos pela primeira vez em 60 anos depois de uma votação nesta segunda-feira.

A Comissão de Direitos Humanos da entidade está em um impasse sobre suas reformas e quando se reunir em Genebra, seus integrantes devem aprovar a sua suspensão do seu funcionamento até que seja adotada uma decisão final.

Se não houvesse essa situação, a Comissão estaria começando sua sessão anual de duas semanas para avaliar a situação dos direitos humanos no mundo.

Integrantes da Comissão com problemas de direitos humanos desqualificaram seu trabalho.

Planos para reformar a Comissão estão em um impasse porque os Estados Unidos se opõem a uma parte deles.

A Comissão de Direitos Humanos da ONU tem assuntos importantes na pauta deste ano: a avaliação da situação em Coréia do Norte, Sudão e Belarus e o debate sobre a guerra contra o terrorismo e seus efeitos sobre os direitos humanos, incluindo uma relatório sobre a Baía de Guantánamo.

Todos esses temas, porém, correm o risco de não serem discutidos por causa do impasse em relação aos planos de reforma.

Eleições

A reforma da Comissão de Direitos Humanos é um elemento chave na reforma da ONU como um todo.

O plano é substituir a Comissão por um conselho de direitos humanos eleito e que se reuniria três vezes por ano.

Integrantes do Conselho precisariam ter bom histórico de direitos humanos, em contraste com os atuais membros da Comissão que inclui países com problemas nessa área como Sudão, China e Zimbábue.

As mudanças não avançam tanto quanto todos gostariam, mas têm apoio generalizado.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, apóia as mundaças, bem como os países da União Européia, da África e da Ásia.

A Anistia Internacional e a Human Rights Watch também apóiam o plano.

No entanto, os Estados Unidos dizem que o plano tem grandes deficiências.

Vítima de tortura no Sudão © AIDireitos Humanos
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