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Governo negocia verba do BID para o Bolsa Família | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo brasileiro está negociando com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a concessão de um financiamento de US$ 200 milhões para capacitação profissional de pessoas que estão sendo beneficiadas pelo Bolsa Família. "Queremos chegar a 800 mil famílias (atendidas pelo programa de capacitação profissional) em três anos", disse o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias. O objetivo é identificar áreas com maior capacidade de absorção de mão-de-obra em cada região e oferecer cursos nesses setores. Ele citou como exemplo os setores naval e de biodiesel. O ministro fez nesta segunda-feira uma palestra na sede do BID, em Washington, sobre o Programa Bolsa Família, apresentado pelo vice-presidente do banco, Ciro de Falco, como "o maior e mais bem sucedido programa de transferência de recursos da região". Aperfeiçoamento O ministro reafirmou que o número de famílias atendidas pelo Bolsa Família vai aumentar dos atuais 8,7 milhões do ano passado para 11,2 milhões este ano. O orçamento também deve aumentar de R$ 6,5 bilhões no ano passado para R$ 8,5 bilhões em 2006. "Vamos atender a todas as famílias brasileiras que se enquadrem no critério de renda inferior a R$ 100,00", afirmou. O desafio do Bolsa Família, na avaliação do governo, é elaborar programas para inserir as famílias beneficiadas no setor produtivo. O programa de treinamento de mão-de-obra faz parte desta nova etapa, que inclui também os programas de agricultura familiar. Patrus Ananias disse que a rede de proteção social dos mais pobres começou a se expandir no Brasil a partir da Constituição de 1988, mas afirmou que esses programas "vêm sendo aperfeiçoados" desde 2003, com a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O governo sabe que só a Bolsa Família não é suficiente para reduzir a pobreza. Para que seja uma estratégia efetiva de redução da pobreza e da desigualdade, deve ser concebido como um elemento articulado a outros programa e ações", afirmou. |
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