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Ação que matou Jean não estava prevista, diz chefe de polícia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A chamada política de "atirar para matar" em casos de supostos homens-bomba não foi criada para uso em situações como a que resultou na morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, disse à BBC a chefe de polícia britânica Barbara Wilding. Segundo Wilding, chefe do grupo de estudos responsável pela política, a hipótese de uma operação de vigilância evoluir para uma ação cujo objetivo seria deter uma ameaça "presente e em movimento" não havia sido prevista. “No planejamento que fizemos, nós levamos em conta uma operação móvel de levantamento de informações secretas? A resposta é não, não levamos em conta”, disse Wilding. Barbara Wilding, atualmente trabalhando no sul do País de Gales, disse que os procedimentos para evitar ataques suicidas, chamados de Operação Kratos, lidavam com situações restritas. Cenários Uma das situações previstas seria um evento espontâneo no qual um potencial suicida seria identificado, por exemplo, por um cidadão, sem que nenhuma informação anterior levantasse suspeita sobre ele. Outra situação seria um potencial ataque a alvos específicos sobre o qual a polícia tivesse informações detalhadas e tempo de planejar como lidar com o evento. Jean Charles de Menezes foi morto pela polícia de Londres em julho do ano passado depois de ser confundido com um suspeito de terrorismo. Ele levou sete tiros na cabeça na estação de metrô de Stockwell, um dia depois das tentativas de ataque do dia 21 de julho e três semanas após os ataques suicidas que deixaram mais de 50 mortos. Casaco suicida A entrevista com Barbara Wilding faz parte de uma reportagem que será exibida na noite desta quarta-feira no programa de TV Panorama, da BBC. O programa também vai revelar que a política da polícia britânica não requer que o policial verifique a existência do chamado "casaco suicida" antes de abrir fogo contra um eventual suspeito – o que difere do procedimento da polícia israelense que teria sido usado como inspiração para a Scotland Yard. Entrevistado no programa, Mickey Levy, comandante da polícia em Jerusalém entre 2000 e 2004, afirmou que os policiais israelenses precisam ter certeza de que a pessoa está carregando um cinto com explosivos ou uma bomba antes de iniciar qualquer ação. O comissário assistente da Polícia Metropolitana de Londres, Steve House, disse que a Operação Kratos seria mantida e constantemente aprimorada. “Vamos buscar o aprimoramento que pudermos, em equipamentos e táticas, para ter certeza de que é a forma mais efetiva de evitar que terroristas suicidas venham para Londres novamente”, disse. |
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