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Atualizado às: 11 de fevereiro, 2006 - 05h43 GMT (03h43 Brasília)
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Vantagem de Préval cai com novos resultados no Haiti

Homem em frente à cartazes de campanha em Porto Príncipe
Homem em frente à cartazes de campanha em Porto Príncipe
Com mais da metade dos votos contados, o ex-presidente René Préval, candidato do partido Lespwa, lidera a disputa presidencial no Haiti, com 50,26% de apoio, de acordo com resultados parciais divulgados na sexta-feira pelo Conselho Eleitoral Provisório (CEP).

Em segundo lugar, está o também ex-presidente Leslie Manigat (RNDP) com 11,41%, seguido por Charles Henry Baker (Respe), com 8,4% dos 1.104.856 de votos apurados.

As novas estatísticas eleitorais estreitam a margem de vantagem do ex-aliado do presidente deposto Jean Bertrand Aristide e tornam mais concreta a possibilidade de um segundo turno, que seria realizado no próximo dia 19 de março se nenhum dos candidatos reunir mais de 50% dos votos válidos.

Préval é o primeiro colocado em nove dos Departamentos do país, incluindo no Oeste, o mais populoso do Haiti e onde fica a capital Porto Príncipe. Com mais de 55% dos votos da região contados, ele tem 62,42% dos votos contados, embora a sua margem de vantagem seja significativamente menor em cinco regiões. No Departamento do Centro, por exemplo, Préval lidera com 33,7%.

Alteração

Na avaliação do economista Claude Beauboeuf, os dados divulgados nesta sexta-feira alteram bastante o quadro antecipado pelos primeiros resultados parciais, que indicavam que Préval havia recebido 61% dos 15% de votos até então contados, e aumentam a possibilidade de um segundo turno.

“Existe uma grande probabilidade de um segundo turno”, disse Beauboeuf, para quem a redução do apoio a Préval da primeira para a segunda prévia é uma tendência que deverá continuar com o avanço das apurações.

O economista argumenta que Préval tende a perder apoio nas regiões onde a porcentagem de votos apurada é mais baixa.

“Fora de Porto Príncipe, ele não é tão popular assim. O apoio a ele está encolhendo e vai continuar encolhendo”, diz Beauboeuf, um crítico do governo de Préval, entre 1996 e 2001.

As prévias do CEP e pesquisas de opinião realizadas antes da votação indicam que os prováveis adversários num eventual segundo turno são Manigat e Baker.

As apurações chegaram a 74% no Departamento Central e a 55% no departamento do Oeste, mas há regiões em que a porcentagem dos votos contados está bem abaixo de 50%.

As primeiras parciais criaram um clima de “já ganhou” entre os eleitores de Préval e o analista Kisner Pharel teme que os novos resultados suscitem desconfiança quanto a idoneidade do processo de contagem.

“As informações da imprensa indicavam uma vitória de Préval no primeiro turno. Quem apoiou Préval pode achar que houve manipulação”, diz Pharel.

Eleitores de Préval entrevistados pela BBC Brasil em mercado de rua de Porto Príncipe se mostraram certos de uma vitória no primeiro turno.

“Está claro que ele ganhou. Não somos nós que estamos dizendo, é a imprensa internacional”, disse um comerciante.

“Se o CEP pedir o segundo turno é porque eles fraudaram o voto”, disse uma outra eleitora de Préval.

O Haiti teve entre os dias 3 e 10 de fevereiro a sua semana mais pacífica dos últimos meses com apenas quatro seqüestros ocorridos no país, contra quase 60 que foram registrados nas semanas de dezembro.

Para o porta-voz da Minustah (Missão de Estabilização da ONU no Haiti, na sigla
em francês), David Wimhurst, os números são “incrivelmente baixos” para o nível de violência registrado no país nos últimos meses.

Analistas dizem que a calma se deve justamente ao favoritismo de Préval, que seria apoiado por líderes de gangues que estão por trás da violência.

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