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Atualizado às: 06 de fevereiro, 2006 - 19h32 GMT (17h32 Brasília)
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Embaixadas são alvo de coquetéis molotov em Teerã
Manifestantes queimam bandeira da Dinamarca em Teerã
Manifestação em Teerã teria tido apoio do governo iraniano
Centenas de estudantes muçulmanos participaram nesta segunda-feira em Teerã, capital do Irã, de um protesto contra a publicação de charges do profeta Maomé em frente às embaixadas da Áustria e da Dinamarca, que chegaram a ser alvo de coquetéis molotov.

A Áustria ocupa atualmente a Presidência da União Européia.

O protesto teria tido o apoio do governo iraniano, que já havia anunciado a retirada de seu embaixador da Dinamarca, primeiro país onde as charges foram publicadas.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, também estabeleceu uma comissão para analisar o possível cancelamento de contratos econômicos com os países nos quais as charges foram publicadas.

As charges apareceram inicialmente no jornal dinamarquês Jyllands-Posten em setembro e foram posteriormente republicadas por jornais de países como França, Alemanha, Itália, Holanda e Espanha – todos dizendo estar exercendo seu direito à livre expressão.

Elas associam o profeta Maomé ao terrorismo dos extremistas islâmicos. Os muçulmanos são proibidos de fazer representações gráficas de Deus ou de Maomé e consideram as caricaturas um insulto.

Coquetéis molotov

Sob gritos de "Deus é Grande", uma multidão se juntou em frente à embaixada da Áustria, mas a polícia de choque evitou que os manifestantes tomassem o prédio. Os funcionários da embaixada ainda estavam do lado de dentro do edifício.

Os manifestantes atiraram pedras, ovos e frutas podres contra o edifício, quebrando janelas nos segundo e terceiro andares.

Eles então atiraram coquetéis molotov e puseram fogo em um painel de vidro no térreo, mas o incêndio foi logo contido pela polícia.

Posteriormente eles se dirigiram à embaixada da Dinamarca, que também foi alvo de coquetéis molotov. O prédio já estava vazio no momento da chegada dos manifestantes.

Os ânimos estão mais acirrados porque este é o período do ano mais sagrado para os muçulmanos xiitas, que relembram a morte do imã Hussein.

Os manifestantes pediram ao governo para fechar todas as embaixadas dos países onde as charges foram publicadas e para expulsar seus diplomatas do Irã.

Eles pediam ainda que as autoridades iranianas fechem todas as universidades e escolas religiosas por um período de luto nacional pela publicação das charges.

O protesto teve aparentemente a aprovação oficial, já que ele havia sido anunciado amplamente na TV estatal.

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