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Independentes podem enfraquecer o Fatah | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grande número de candidatos independentes nas eleições palestinas desta quarta-feira pode causar uma perda significativa de votos para o Fatah, o partido do governo palestino, e fortalecer a posição do Hamas, o principal grupo de oposição. O motivo é que a maioria dos mais de cem candidatos independentes que estão concorrendo era ligada ao Fatah, mas decidiu não concorrer pela legenda. O problema para o Fatah é que esses candidatos devem atrair votos que poderiam ir para o partido caso eles não concorrecem e que, para muitos analistas, podem ser “perdidos”. De acordo com as pesquisas, a grande maioria dos independentes não obterá os cerca de 20 mil votos necessários para entrar no Parlamento e, como a lei eleitoral palestina não estipula um arranjo para o acúmulo desses votos, eles simplesmente não devem entrar na contagem final. Disputa O Fatah está bastante preocupado com esta possibilidade e seus líderes vêm tentando convencer os independentes a retirarem sua candidatura. A maioria dos independentes é secular e muitos deles pertencem à ala esquerda do mapa político palestino, e as tentativas de convencê-los a retirar a candidatura têm fracassado. Na zona eleitoral de Jerusalém Oriental, há 39 candidatos que disputam seis cadeiras no Parlamento, entre eles 19 são candidatos independentes identificados com o Fatah e cinco são representantes oficiais do partido. Mazda El Batsh, jornalista, de 48 anos, é uma candidata independente e pertence à lista Wad (promessa). Ela diz que teme a vitória do Hamas mas não concorda em retirar sua candidatura. "A nossa agenda política defende a honestidade, a dignidade e o combate à pobreza", disse a candidata à BBC Brasil. "Não se pode combater a corrupção e ao mesmo tempo fazer parte de um sistema corrupto, por isso optei por ser independente e não filiada a nenhum partido", acrescentou ela. Para El Batsh, os palestinos têm muitos problemas além da ocupação israelense, principalmente problemas econômicos, "pessoas esfomeadas não têm tempo de pensar em um projeto nacional, querem antes de tudo poder alimentar seus filhos". O programa político da lista Wad inclui a luta contra a corrupção e "principalmente contra a impunidade", disse ela. A igualdade de direitos para as mulheres também preocupa a candidata, "quero lutar contra a repressão das mulheres e pelo seu direito a um lugar digno na liderança do nosso povo". Porém, como mulher, ela teme a vitória do Hamas. "Em Gaza eles mataram uma mulher só porque ela estava andando na rua com seu namorado, tenho medo que se eles ganharem as eleições as mulheres palestinas sejam submetidas a um regime de terror como no Irã". |
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