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México atrai mais investimentos que Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil perdeu para o México a posição de principal destino na América Latina para investimentos estrangeiros diretos em 2005, de acordo com dados preliminares divulgados nesta segunda-feira pela Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento). De acordo com estimativas da agência da ONU que ainda serão revisadas, o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) para o Brasil caiu de US$ 18,2 bilhões ( cerca de R$41,5 bilhões) em 2004 para US$ 15,5 bilhões (cerca de R$ 35 bilhões) no ano passado, o que representa uma queda de 15%. Apesar de também ter recebido menos investimentos estrangeiros diretos do que em 2004, o México deve registrar uma redução no fluxo de IED de apenas 4% (de US$ 17,9 bilhões para US$ 17,2 bilhões, uma diferença equivalente a R$1,5 bilhões) e superar o Brasil. Em termos regionais, a Unctad estima que a entrada de investimentos estrangeiros diretos na América Latina chegou a US$ 72 bilhões (em torno de R$163 bilhões) em 2005, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Países em desenvolvimento Mas, apesar de chegar ao maior nível da história em 2005, o fluxo de IED para os países em desenvolvimento deve crescer menos do que em 2004, quando o aumento foi de 41% na comparação com o ano anterior. Entre as regiões que agregam países em desenvolvimento, a América Latina deve ser a região com o menor crescimento no fluxo de investimentos estrangeiros diretos. O aumento na África, por exemplo, deve ser de 55%. Mas a Unctad destaca que, apesar de positivo do ponto de vista histórico, o crescimento do IED no continente se deve principalmente à exploração de petróleo e outros recursos naturais. De maneira geral, a entrada de investimentos estrangeiros diretos nos países em desenvolvimento deve aumentar 13% e pular de US$ 243,1 bilhões (R$ 553,5 bilhões), em 2004, para US$ 273,5 bilhões (R$ 622,7 bilhões), no ano passado. Nos países desenvolvidos, depois de quatro anos de queda, a Unctad estima que a entrada de investimentos estrangeiros diretos voltou a crescer em 2005. O fluxo de IED para os países ricos deve aumentar 38% ao passar de US$ 414,7 bilhões (R$ 944,4 bilhões) em 2004, para US$ 573,2 bilhões (R$ 1,3 trilhão) no ano passado. De acordo com as estimativas da Unctad, em termos globais, o fluxo de investimentos estrangeiros diretos em todo o mundo chegou a US$ 897 bilhões (R$ 2 trilhões) em 2005, um aumento de 29% em relação ao ano anterior. |
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