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Atualizado às: 10 de agosto, 2004 - 18h07 GMT (15h07 Brasília)
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Múltis de emergentes investem mais no exterior
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México, Chile e África do Sul são os primeiros e Brasil e China devem seguir no mesmo caminho
O investimento no exterior de empresas de países em desenvolvimento está crescendo mais rapidamente do o de companhias de países ricos, de acordo com a Unctad, a agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para comércio e desenvolvimento.

"O crescimento anual de investimento direto externo (a partir) de países em desenvolvimento tem sido mais rápido do que o de países desenvolvidos nos últimos 15 anos", afirma um comunicado da agência.

A entidade - que está compilando dados sobre o tema para um relatório que deve sair no mês que vem - afirma que há duas razões que explicam a disparidade nas taxas de investimento.

A primeira é que empresas de nações em desenvolvimento estão, paulatinamente, tornando-se multinacionais e, portanto, têm investido cada vez mais fora de seus países de origem. A Unctad cita exemplos de países como Brasil, Chile, México e China.

A outra razão para a disparidade é que as bases de comparação são muito diferentes.

Embora estejam crescendo os investimentos das companhias de nações em desenvolvimento, as empresas de nações ricas ainda investem, em valores absolutos, muito mais.

A média anual de investimento externo dos países asiáticos entre 2000 e 2003 foi de US$ 49 bilhões, comparados com US$ 120 bilhões investidos pelos EUA apenas em 2002.

Crescimento

Os investimentos externos saídos de países emergentes, que eram praticamente inexistentes até o início da década de 90, já correspondiam a mais de 10% do total de US$ 7 trilhões de investimentos globais externos em 2003.

Um exemplo das diferenças entre ricos e em desenvolvimento pode ser verificado se comparando os investimentos de Hong Kong, de Taiwan e dos EUA.

As companhias de Hong Kong canalizam 28,2% do total de seus investimentos para outros países, e as de Taiwan, 10,5% - já as dos Estados Unidos, somente 6,6%.

No Japão, os investimentos externos significaram 3,2% do total.

Para a Unctad, a tendência atual deve se manter no futuro, ampliando a importância do investimento de companhias cuja origem está nos países em desenvolvimento.

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