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Amorim: Restrições dos EUA à Embraer "não se justificam" | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira que as restrições norte-americanas à venda de aviões pela Embraer à Venezuela “não se justificam” e que o Brasil não está de acordo com isso. Ele disse ter falado com a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, sobre o tema. “Esse assunto foi repetido outro dia por mim numa conversa telefônica (com Rice). Estamos aguardando uma resposta, porque naquele dia Rice me disse que iria ver o tema. Portanto, eu espero que possa haver um sinal positivo”, disse o ministro. “Se não houver, haverá outras instâncias que poderia utilizar-se”, afirmou Amorim, sem especificar quais. Segundo ele, esse tema foi levantado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os presidentes venezuelano, Hugo Chávez, e argentino, Néstor Kirchner, nesta quinta-feira, em encontro trilateral em Brasília. "Bom momento" Os três países concordaram, declarou Amorim, que não havia motivos para essas “dificuldades” em relação à venda dos aviões. “A Venezuela não é um país que está sob sanção internacional, não há nenhuma acusação de que ela esteja patrocinando terrorismo ou ações subversivas”, afirmou o ministro. Ele disse acreditar que, “dado o bom momento da relação entre Brasil e Estados Unidos”, haverá uma revisão da oposição à venda dos aviões. Antes da entrevista de Amorim, ao deixar a Granja do Torto, o presidente Hugo Chávez atacou os Estados Unidos por pressionar a Embraer a não vender aviões do modelo tucano. “Isso ajudaria o setor aéreo brasileiro. Isso é um problema para o Brasil também. A Embraer tem o direito de negociar com qualquer parte do mundo”, afirmou. Chávez disse que conversou sobre esse tema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro na Granja do Torto. O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, também estava presente na reunião. |
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