|
EUA descartam Brasil como mediador na AL | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse que o governo americano não vê o Brasil como um mediador nas relações dos Estados Unidos com outros países da região. Ele foi questionado sobre o assunto por causa do encontro, na quinta-feira, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Néstor Kirchner. "Não. Trabalhamos muito bem com cada um desses governos individualmente", disse McCormack, ao ser questionado se o Brasil poderia ser visto como um mediador dos interesses americanos na região. Ao mesmo tempo, elogiou o presidente brasileiro. "O presidente Bush tem uma grande relação com o presidente Lula. Ele tem um grande respeito pelo presidente Lula. E a secretária (de Estado, Condoleezza) Rice tem uma ótima relação de trabalho com o ministro Amorim", disse o porta-voz. McCormack disse que o governo americano não se importa com o espectro político dos governos da região, desde que eles respeitem o que os americanos consideram as fundações de um governo democrático. "Essa idéia de que o mundo é dividido entre direita e esquerda não é como vemos. Nós olhamos se eles governam de maneira democrática, se seguem os princípios da democracia, se governam de acordo com a constituição, se promovem a expansão do comércio, se promovem a prosperidade para os cidadãos do país", afirmou. Mudança "Estamos prontos a trabalhar com todos os governos do hemisfério, baseados numa agenda positiva." Ele disse que houve uma mudança sensível na região nos últimos 20 anos, já que atualmente todos os governos foram eleitos democraticamente. Mas que é preciso ir além. "Nossa ênfase agora é dar um passo adiante, trabalhando com os princípios da liberdade de imprensa, da liberdade de expressão", afirmou. Como membros do governo Bush têm feito com freqüência cada vez maior nos últimos meses para se referir indiretamente à Venezuela, McCormack disse que "não é só ser eleito democraticamente, é preciso governar de maneira democrática". A virada à esquerda nos governos da região nos últimos anos foi confirmada pela eleição, no domingo, da candidata socialista Michelle Bachelet. O subsecretário de Estado para Américas, Thomas Shannon, que visitou o Brasil na semana passada, assiste neste fim de semana à posse do presidente da Bolívia, Evo Morales, representando o presidente Bush. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Na Colômbia, Lula defende integração sem hegemonia14 dezembro, 2005 | BBC Report Mercosul ganha nova dimensão com Venezuela, diz Lula09 dezembro, 2005 | BBC Report Lula e Kirchner assinam 24 acordos para reativar relações bilateriais30 novembro, 2005 | BBC Report Analistas vêem reunião de Chávez e Kirchner como desafio a Bush e Fox21 novembro, 2005 | BBC Report Brasil e EUA 'são amigos muito próximos', diz Bush06 novembro, 2005 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||