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Quase metade das empresas teme impacto da Aids nos negócios | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 11 mil executivos de empresas em 117 países acreditam que a Aids vai afetar negativamente os seus negócios nos próximos cinco anos, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Fórum Econômico Mundial (FEM), uma organização internacional formada pela elite empresarial global. Das quase 11 mil empresas que participaram da pesquisa, 46% esperam que a Aids afete suas operações até 2010, contra 37% que tinham a mesma expectativa em 2004. E cerca de 17% agora espera que o impacto seja sério, contra 14% em 2004. O WEM acredita que o desafio agora será converter a preocupação em programas que possam reduzir o impacto da doença sobre suas operações. De acordo com os autores do relatório, intitulado Negócios & HIV/AIDS: uma parceira mais saudável?, o setor privado só tem a ganhar com programas voltados para a prevenção, porque eles prolongam a vida útil dos empregados e levantam a moral. Efeitos Estudos anteriores, realizados por organizações tão distintas como a Organização Internacional do Trabalho e o banco suíço UBS já haviam constatado que a maior prevalência do HIV entre os jovens pode ser um sério problema para os empregadores. Margens de lucro podem ser afetadas, parcialmente em companhias que dependem de mão-de-obra intensiva. A África, o continente mais atingido pela doença, onde houveram 3 milhões de novas infecções no ano passado, foi a região mais atingida. Mas com a estimativa de 40,3 milhões de pessoas vivendo com HIV/AIDS em todo o mundo e 4,9 milhões de novas infecções no ano passado, há sinais de preocupação em outras economias em crescimento como o Brasil, a Rússia, a Índia e a China. "O setor privado está cada vez mais consciente do impacto positivo que pode ter sobre a doença, mas o diabo está nos detalhes," afirma Francesca Boldrini, diretora da Iniciativa de Saúde Mundial do FEM. "Para poder ampliar efetivamente os esforços contra a pandemia, as empresas precisam desenvolver programas voltados para o HIV/AIDS cada vez mais robustos nos locais de trabalho", adverte Boldrini. Embasamento Apesar de estarem mais preocupadas com os efeitos da pandemia sobre os negócios, o FEM constatou que poucas empresas tentaram quantificar os riscos relacionados ao HIV. Também tem havido pouco interesse entre as empresas para implementar políticas para impedir discriminação em promoções, pagamentos ou benefícios de portadores do HIV. Além de ações nestas áreas, o FEM aconselha as empresas a ajudar os empregos a ter acesso a anti-retrovirais, ao invés de concentrar o foco de seus programas somente em prevenção. Uma das exceções é o banco Barclays na África, onde os empregados têm acesso a testes confidenciais e os soropositivos recebem tratamento gratuito extensivo a três membros da família. "Nós dizemos aos empregados que se eles testarem positivo vão ter ajuda para levarem uma vida normal," afirma Paul Kasimu, responsável pelo esquema. O programa começou depois de uma avalanche de aposentadorias por motivo de saúde, pedidas por empregados soropositivos. Lucros em alta Os lucros do Barclays na África estão aumentando e são creditados pelo banco ao sucesso do programa de Aids. Kasimi afirma que o programa obedece uma lógica puramente empresarial. Se as empresas ignorarem seu bem mais importante - os empregados - a performance cai. O presidente da MTV Networks, William Roedy, vem usando a experiência da rede e sua plataforma de distribuição para atingir quase um bilhão de pessoas com mensagens sobre prevenção. "O setor privado está numa posição única, capaz de usar sua influência, recursos e liderança para desafiar o estigma, promover prevenção e facilitar o tratamento," afirma Roedy. Executivos de empresas com base nos Estados Unidos que participaram da pesquisa do FEM afirmaram que vão ampliar seus programas de HIV se o vírus mostrar-se uma ameaça para os clientes ou se as cadeias de distribuição ou de fornecedores forem afetadas por causa da doença. Quase a metade afirmou que criaria programas de combate se a prevalência passar de um 1% nas empresas (o percentual considerado como pandemia) nos próximos cinco anos ou se filantropia ligada à Aids demonstrar que pode melhorar a reputação da empresa. |
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