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Comissão britânica pede que ajuda à África seja dobrada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Comissão para a África, um grupo criado em 2004 pelo primeiro-ministro britânico Tony Blair, pediu às nações mais ricas do mundo que dobrem a ajuda ao continente para US$ 50 bilhões por ano ao longo da próxima década. O relatório final da comissão, divulgado nesta sexta-feira em Londres, também pede aos líderes africanos que erradiquem a corrupção e promovam melhores governos. A comissão também quer que barreiras alfandegárias contra produtores africanos sejam suspensas e que as dívidas dos países mais pobres sejam canceladas. O primeiro-ministro britânico Tony Blair disse que a redução da probreza africana seria o “desafio fundamental de nossa geração”. Meio chiclete “A África pode mudar para melhor e o relatório mostra isso”, disse Blair durante a conferência de lançamento do relatório. O cantor Bob Geldof, um dos membros da comissão, disse à BBC que a diferença em relação a relatórios anteriores é que este contaria com o apoio de pessoas que estão no poder em alguns dos países mais ricos do mundo. “Esperamos que esses objetivos possam ser transformados em ações reais”, disse ele. “Isso redefiniria o relacionamento desigual entre os países desenvolvidos e a África.” Geldof diz que colocar as recomendações do relatório em prática custaria ao cidadão dos países desenvolvidos o equivalente a meio chiclete por dia. Corrupção O relatório de 400 páginas recomenda que a ajuda se concentre na Saúde, com ênfase no combate à Aids, e no financiamento de escolas públicas. Existe uma nova cobrança para o financiamento do ensino superior para o treinamento dos trabalhadores necessários para economias em desenvolvimento. O relatório também traz propostas radicais sobre a corrupção. Ao mesmo tempo em que a África precisa fazer sua parte, garantindo governos melhores e mais transparentes, o relatório pede ao mundo desenvolvido que assuma um papel maior em policiar os pagamentos corruptos para estadistas africanos que são depositados em bancos europeus. A comissária Anna Tibaijuka disse, recentemente, que “para cada corrupto, é preciso existir um corruptor”. O relatório também pede para que existam regras mais duras para impedir a venda de armas para países em conflito. |
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