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EUA anunciam fim de subsídios ao algodão em 2006 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos anunciaram neste domingo, no último dia da Sexta Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), que vão cortar os subsídios à exportação de algodão até 2006. O vice-representante americano para o Comércio, Karan Bhatia, disse que as negociações com o chamado grupo C4 – Mali, Chade, Burkina Faso e Benin – e o Senegal foram "um notável sucesso ". "Vamos eliminar todos os subsídios à exportação para o algodão até 2006 e reduzir substancialmente os subsídios domésticos ", disse Bhatia. O corte aos subsídios para o algodão vem sendo um dos principais temas das discussões ministeriais da OMC, desde o fracasso da reunião realizada em Cancún, no México, em 2003. Segundo a ONG britânica Oxfam, os Estados Unidos pagam aos seus 25 mil produtores de algodão subsídios que equivalem a três vezes mais do que o orçamento americano de assistência a 500 milhões de pessoas na África. A ONG calcula que os custos da produção de algodão nos Estados Unidos são o triplo daqueles de Burkina Faso. A China é o segundo país que mais subsidia o algodão. A União Européia gasta apenas US$ 700 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões), mas como algodão só é produzido na Grécia e na Espanha, os seus subsídios são os mais elevados – até 180% do preço internacional. |
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