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Brasil pode transformar vitória na OMC em derrota, diz 'WSJ' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal econômico The Wall Street Journal diz nesta sexta-feira que o Brasil pode transformar “uma vitória comercial em uma derrota” com sua estratégia nas negociações da Organização Mundial do Comércio. “Uma conclusão segura emergiu de Hong Kong: a de que, como um importante líder do G20, o Brasil é agora um jogador crítico na OMC”, diz o jornal. Mas o texto afirma que, para melhor servir seus concidadãos, os negociadores brasileiros deveriam calibrar sua ênfase no comércio agrícola com uma postura “mais afável em temas que interessam aos países ricos, como a proteção às patentes e outras formas de propriedade intelectual”. A autora da análise, assinada por Mary Anastasia O’Grady, cita o caso da anulação das patentes dos remédios de combate à Aids como um exemplo de vitória do Brasil que pode se transformar em um fardo não só para o país, mas também para gerações futuras de soropositivos. Argumentando que a medida está desestimulando empresas farmacêuticas a investirem em pesquisas sobre novas drogas, o jornal diz que, “longe de ajudar os soropositivos, este confisco de propriedade vai causar danos a eles”. Bate-boca peso-pesado O espanhol El País destaca o que chama de “um áspero debate” ocorrido na quinta-feira entre o ministro do Exterior, Celso Amorim, e o comissário da União Européia para o comércio, Peter Mandelson, dois “pesos-pesados” das negociações em Hong Kong. A discussão foi descrita como uma “forte disputa” por um negociador americano citado na reportagem. O jornal diz que, após a discussão, os países presentes à “tensa reunião” pediram ao diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que tente encontrar uma proposta de consenso até o fim do encontro de Hong Kong. Antes, segundo o diário madrilenho, os representantes da União Européia presentes em Hong Kong decidiram “cerrar fileiras” em apoio a uma posição de “extrema firmeza frente às pressões dos Estados Unidos, do Brasil e da Índia”. Risco de regressão real O jornal financeiro britânico Financial Times diz que “o real forte desperta temores de uma regressão” na economia brasileira. A reportagem afirma que “a competitividade na indústria brasileira está sendo corroída e o investimento está em queda” como resultado da valorização da moeda nacional. Os problemas se mostraram mais evidentes quando o governo divulgou que o PIB brasileiro encolheu 1,2% no terceiro trimestre, afirma o jornal. “Muita gente culpa as altas taxas de juros e um clima de incerteza causado por um escândalo de corrupção que tem afetado o governo desde maio, assim como a força do real”, diz o texto.” “Mas o baixo crescimento, as altas taxas de juros e o real supervalorizado são sintomas do fracasso do governo em promover reformas fundamentais necessárias para lidar com a qualidade dos gastos públicos, reduzir as dívidas do governo e impulsionar os investimentos.” Iraque O alto comparecimento dos eleitores na votação parlamentar de quinta-feira no Iraque é analisado de forma diferente em vários jornais. O britânico The Guardian atribui a ida dos sunitas às urnas em parte a encorajamento recebido dos próprios insurgentes em ação no Iraque, o teria sido conferido pelo jornal em Ramadi. Mas o americano The New York Times afirma que os sunitas foram às urnas estão “livres do medo”, e muitos mostraram “vontade de se distanciar dos insurgentes”. Outro diário britânico, o The Times, diz que “os eleitores fizeram a sua parte; agora é a vez dos políticos” iraquianos. Já o Washington Post escuta especialistas em política iraquiana que dizem que “a votação em si não solucionou as disputas políticas latentes do Iraque”. Por sua vez, o editor-chefe do Al Quds Al-Arabi, Abd-al-Bari Atwan, vaticina que “a tentativa do governo americano de cobrir sua vergonha com elogios às eleições (...) não vai durar muito” e que “a democracia que o governo americano está celebrando no Iraque é a mais dolorosa e cara da história”. Outro jornal árabe editado em Londres, o Al-Arab al-Alamiyah, segue linha parecida, comparando a democracia iraquiana a “uma miragem no deserto”. |
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