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Brasil e Índia devem liderar OMC com 'ofertas audaciosas', diz FT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico Financial Times diz nesta terça-feira em editorial sobre a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Hong Kong que “Brasil e Índia devem a aproveitar a oportunidade para liderar” as negociações na instituição. O jornal argumenta que, para tanto, brasileiros e indianos não devem “esperar conseguir alguma coisa em troca de nada” durante a Rodada de Doha, mas sim fazer “ofertas audaciosas na liberalização da indústria e dos serviços, condicionadas a maiores concessões de outros”. “Não há nenhum abismo intransponível entre os interesses dos países desenvolvidos e em desenvolvimento”, continua o editorial. “O Brasil compartilha objetivos com os Estados Unidos, na área agrícola, e a Índia, na área de serviços. Mas o tempo está acabando para que eles revelem suas cartas.” O que os outros devem fazer Em artigo publicado no jornal americano The New York Times, o comissário da UE para a área comercial, Peter Mandelson, lista o que, em sua opinião, Brasil e Índia devem fazer para ajudar a desemperrar as negociações da OMC. Para ele, o Brasil precisa oferecer a redução de tarifas sobre a importação de produtos industriais e maior acesso aos mercados de serviços, e tanto brasileiros como indianos “devem admitir que há diferenças nas necessidades dos países em desenvolvimento”. “Eles devem levar em consideração o que pode ser feito para melhorar as condições de comércio para os mais pobres, por exemplo, por meio da adoção de acesso a mercados livres de impostos e quotas”, ensina Mandelson. Ele também relaciona ações que os Estados Unidos deveriam adotar e diz que, “se nossos parceiros na OMC tomarem passos sérios nestas áreas, eles pode ter a credibilidade para pedir à Europa que reconsidere suas políticas agrícolas.” Aliado, pero no mucho O argentino La Nación diz que a Argentina vai à reunião da OMC para exigir justamente isso – uma redução dos subsídios agrícolas. E a delegação argentina parece disposta a comprar brigas - a reportagem afirma que seus integrantes já apontaram suas baterias contra “a União Européia, os Estados Unidos e até mesmo contra o aliado Brasil”. O chefe da delegação argentina, Alfredo Chiaradia, chama a visão dos Estados Unidos para as negociações de “linda, demagógica e desligada da realidade”. E diz que “o Brasil só fala por ele mesmo” na OMC, referindo-se à possibilidade aventada por negociadores brasileiros de reduzir as tarifas de serviço do Mercosul em até 50%, número que os argentinos consideram alto demais. Austrália x Brasil Na Austrália, os jornais vivem uma verdadeira “Brasilmania”, depois que a equipe australiana foi sorteada no mesmo grupo que a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Alemanha. O jornal Daily Telegraph publica um texto do técnico Frank Farina, que estava à frente da seleção australiana que derrotou o Brasil por 1 a 0 em 2001, em que ele dá a receita para derrotar Ronaldinho Gaúcho e companhia. Farina recomenda aos Socceroos que marquem o Brasil sob pressão desde o começo do jogo e por todo o campo, pois é um “erro fatal” recuar e deixar que os craques brasileiros tenham a posse da bola. Ele também recomenda aos fortes jogadores australianos – escaldados no rude futebol inglês – que utilizem ao máximo a vantagem física que, em sua opinião, eles possuem sobre os mais leves jogadores do Brasil. Outro jornal australiano, o The Courier-Mail, afirma que sua equipe pode ter uma arma secreta na partida contra o Brasil – o apoio da torcida alemã. Segundo o diário, uma pesquisa feita entre torcedores em Munique, local da partida no dia 18 de junho do ano que vem, chegou a uma “resposta universal: nós vamos torcer para os Socceroos”. |
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