70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 13 de dezembro, 2005 - 18h32 GMT (16h32 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
G20 e países pobres buscam aliança

Seguranças da reunião da OMC em Hong Kong tentam conter protesto dentro do plenário
Manifestantes protestaram dentro de plenário do encontro
No primeiro dia da 6ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), os países pobres e em desenvolvimento resolveram reunir todas as suas forças para tentar dar um impulso à Rodada Doha – surge a possibilidade de mais um grupo para a lista de “G”, talvez um “G100+”.

A convite do Brasil e da Índia, que fazem parte do G20, mais de 100 países dos grupos G33 (que na realidade reúne 45 nações), União Africana, Grupo do Caribe (Caricom) e Países da África, Caribe e Pacífico (ACP) se encontraram para analisar a possível formação de um grupo que tenha maior poder de pressão e se apresente como a voz ativa dos países pobres e em desenvolvimento.

“Eu não sei se isso terá um resultado imediato para Hong Kong, mas eu acho que será uma coisa positiva”, comentou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

“Eu sei que há diferenças entre os grupos, mas um dos objetivos é, exatamente, listar essas diferenças, não escondê-las, e tentar encontrar meios criativos para que, entre nós, possamos nos ajudar, não permitindo a manipulação por outros.”

Quando jornalistas perguntaram sobre quem estaria exercendo essa manipulação, Amorim disse: “Não estou acusando ninguém. Em toda negociação acontece isso”.

O comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, critica a proposta do G20 para a abertura na área agrícola dizendo que ela vai prejudicar os países que gozam de uma acesso preferencial ao mercado europeu.

Maioria

Cada grupo manterá sua “individualidade” e serão discutidos todos os temas da Rodada Doha, em especial, desenvolvimento.

“O fato é que os países em desenvolvimento, que são a maioria dos membros da OMC, se encontram, nessas negociações, bastante desestruturados e sem capacidade negociadora para sozinhos serem influentes no processo”, observou Flávio Damico, chefe da Divisão de Agricultura do Itamaraty.

Mas os interesses são tão diferentes em meio a essa centena de países que nenhum grupo consegue responder por todos – o G20 está focado na agricultura, enquanto ao ACP, por exemplo, interessa o acesso preferencial dos seus produtos no mercado europeu.

“Obviamente não posso dizer que isso possa resultar em uma convergência imediata porque existe a percepção que esses interesses são diversificados”, afirmou Damico.

O Brasil considerou uma vitória diplomática o fato da sua convocação ter sido atendida por todos os ministros dos grupos no primeiro dia da reunião da OMC.

Sem pauta mínima

Os negociadores iniciaram nesta terça-feira os trabalhos da Conferência sem a definição de uma pauta mínima para o encontro.

Cerca de 30 ministros, de países que são considerados os "carros-chefe" da Rodada, se reuniram no final do dia para tentar chegar a um acordo, mas nem isso foi concluído.

No encontro foram apontados três “facilitadores” para os seis dias de discussões: agricultura ficou com o Quênia, acesso a mercados está sob o comando do Paquistão e desenvolvimento, com a Guiana.

Celso Amorim disse que chegou a comentar a questão da pauta mínima.

“Disse que essa coisa de facilitadores é útil, porque muitos países não tiveram chance de se expressar. Mas não vamos fingir que nós não sabemos quais são os problemas e esperar três ou quatro dias para chegar nos problemas, porque daí vai ser um pouco tarde”, disse.

“Mas acho que provavelmente amanhã isso já vai evoluir em outro sentido. Hoje foi o primeiro dia e isso faz parte também.”

Para o chanceler, a reunião serviu para “esquentar os motores”.

66OMC - Hong Kong
Reunião discute futuro do comércio mundial. Leia especial.
66Quem é quem
Conheça grupos que dominam os debates na OMC.
66Negociações
Entenda o que está em jogo na Rodada Doha.
66Agricultura
Brasil diz que UE quer cortar tarifas de só 10% do que importa
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Reunião da OMC começa em meio a pancadaria
13 dezembro, 2005 | BBC Report
UE cortaria tarifas de 10% das importações
12 dezembro, 2005 | BBC Report
Impacto de acordo na desigualdade é 'neutro'
13 dezembro, 2005 | BBC Report
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade