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'Brasil pode alcançar Meta do Milênio em mortalidade infantil' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Especialistas em saúde infantil publicaram nesta terça-feira os primeiros resultados de um sistema programado para descobrir o que ajuda a diminuir índices de mortalidade infantil. Os dados mostram que apenas sete dos 70 países monitorados - o Brasil entre eles - deverão alcançar os chamados Objetivos do Milênio, que estabelece a meta de reduzir a mortalidade infantil em dois terços até 2015. Entre os sete países que devem conseguir alcançar a meta, além do Brasil, estão México, Bangladesh, Egito, Indonésia, Nepal e as Filipinas. Um porta-voz do grupo internacional que desenvolveu o projeto afirmou que a maior igualdade no tratamento de ricos e pobres foi um dos fatores que ajudou no sucesso destes países. Gasto por ano Os sete países que devem conseguir alcançar os Objetivos do Milênio têm números bem diferentes no que diz respeito ao investimento em saúde. O Brasil é um dos que mais investe, com US$ 206 gastos por ano per capita. O México, por exemplo, investe US$ 379 por ano per capita, enquanto Bangladesh gasta apenas US$ 11 por ano per capita, o mesmo gasto por países como o Iraque.
Mas, o projeto revela que México e Brasil, que gastam mais, e Nepal, que tem o menor gasto, têm histórias de sucesso e modelos que possivelmente poderiam ser usados por outros países. Segundo dados de 2005 da Divisão de Políticas e Planejamento de Saúde da Unicef (fundo da ONU para infância e adolescência), a taxa de mortalidade em crianças com menos de cinco anos no Brasil, em 1990, era de 60 crianças para cada mil nascidas. Em 2004, o número diminuiu para 34. A meta brasileira para 2015 é de 20 crianças com menos de cinco anos mortas a cada mil nascidas. O México, em 1990, tinha um índice de crianças com menos de cinco anos mortas de 46 para cada mil nascidas. Em 2004, o número era de 28 para cada mil nascidas. E a meta para 2015 é de 15 crianças mortas para cada mil nascidas. Monitoramento O grupo internacional de especialistas publicou o que eles esperam ser o primeiro de uma série de relatórios, que deverão ser divulgados a cada dois anos. O relatório divulgado nesta terça-feira foi o Countdown to 2015: Tracking Progress in Child Survival (Em tradução livre: "Contagem Regressiva para 2015: Acompanhando o Progresso na Sobrevivência Infantil"). A idéia do projeto é que com o uso de monitoramento e comparação de intervenções simples, é possível identificar os países que estão tendo dificuldades e precisam de ajuda, além de identificar onde estão os problemas. Jennyfer Bryce, membro do chamado grupo Bellagio, que criou o projeto, afirma que um dos fatores que ajudou os países foi a maior igualdade de tratamento entre ricos e pobres. "Apenas 23 intervenções, que não precisam de muitos investimentos e que são eficazes podem salvar a vida de seis milhões de crianças por ano. Estamos falando de amamentação, programas de vacinação, distribuição de antibióticos para pneumonia. E as crianças que não estavam sendo alcançadas por estas intervenções eram todas pobres", disse. |
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