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Atualizado às: 08 de dezembro, 2005 - 20h34 GMT (18h34 Brasília)
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Cientistas descobrem a 'geleira mais rápida do mundo'

A geleira Kangerdlugssuaq tem sete quilômetros de largura, 30 quilômetros de comprimento e um quilômetro de profundidade
A geleira Kangerdlugssuaq tem 30 km de comprimento
Cientistas reunidos em uma reunião da União Geofísica Americana, em São Francisco, anunciaram a descoberta do que afirmam ser a geleira mais rápida do planeta.

O movimento da geleira Kangerdlugssuaq, na costa oeste da Groenlândia, foi medido com a ajuda de um equipamento de GPS (localização por satélite). A velocidade com que avança em direção ao oceano foi estimada em 14 quilômetros por ano.

A geleira também está perdendo massa muito rapidamente, com a frente da geleira se retraindo cinco quilômetros apenas neste ano.

Os pesquisadores afirmam que a geleira Kangerdlugssuaq "drena" cerca de 4% da camada de gelo da Groenlândia, jogando dezenas de quilômetros cúbicos de água fresca no norte do Oceano Atlântico.

Este fato influencia não apenas o nível oceânico global, mas também o sistema de circulação de correntes oceânicas pelo Ártico.

"Observamos uma retração de cinco quilômetros, constatamos uma aceleração de quase 300% na velocidade de flutuação e vimos cerca de 100 metros de diminuição da espessura da geleira, tudo ocorrendo em cerca de um ano", disse Gordon Hamilton, do Instituto de Mudanças Climáticas da Universidade do Maine, Estados Unidos.

Falando na reunião da União Geofísica, Hamilton acrescentou que estas mudanças não estão ocorrendo apenas na geleira Kangerdlugssuaq.

Nível do mar

A geleira Helheim, ao sul da Kangerdlugssuaq, está exibindo um comportamento parecido. Está avançando em direção ao oceano em uma velocidade ligeiramente menor, 12 quilômetros por ano, o equivalente a metade de um campo de futebol por dia.

O derretimento da superfície da camada de gelo da Groenlândia, observada recentemente, está produzindo grande quantidade de água que se infiltra na base da geleira, o que facilitaria o movimento da geleira para o oceano, "lubrificando" o caminho.

A rápida retração das geleiras poderia ser explicada pelo contato do gelo com águas oceânicas mais aquecidas. Se o mesmo estiver ocorrendo com outras geleiras da região, o nível do mar poderia aumentar de uma forma inesperada, segundo Hamilton.

"Os modelos que prevêem o aumento no nível do mar não incluem os efeitos das mudanças rápidas na dinâmica do gelo", afirmou Hamilton.

"Estamos observando agora que este componente pode ser extremamente importante", acrescentou.

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