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Atualizado às: 24 de novembro, 2005 - 20h45 GMT (18h45 Brasília)
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Níveis do mar e de CO2 crescem aceleradamente
Antártida
Cientistas coletaram gelo a 3 mil metros de profundidade na Antártida
Os níveis do mar e de dióxido de carbono estão crescendo mais rapidamente nos últimos dois séculos do que em milhares de anos de história do planeta, segundo dois estudos publicados nesta quinta-feira pela revista americana Science.

Às vésperas da conferência sobre mudanças climáticas de Montreal, no Canadá, que começa na próxima segunda-feira, os resultados das duas pesquisas devem alimentar o debate sobre a influência das atividades humanas sobre o aquecimento global.

De acordo com um dos estudos, realizado na Antártida, hoje a concentração de CO2 alcança 380 milhões partes por milhão, 27% mais alta que o pico de 280 milhões partes, registradas na era pré-industrial.

Para efetuar os cálculos, cientistas da Europa enfrentaram nevascas e uma temperatura média de 54º Celsius abaixo de zero e perfuraram quase 3 mil metros de gelo no leste do continente antártico para colher informações a atmosfera da Terra nos últimos 650 mil anos.

Era industrial

A análise do dióxido de carbono preso em pequenas bolhas no gelo mostrou que em nenhum ponto durante o período os níveis de gelo alcançaram as concentrações atuais de CO2.

Os níveis de CO2 começaram a crescer com a Revolução Industrial, quando o carvão começou a ser queimado em grandes quantidades, e têm aumentado nas últimas décadas à medida que os países se industrializam e milhões de veículos vão às ruas.

Na era pré-industrial, os níveis do gás eram de 278 milhões de partes por milhão.

O Projeto Europeu para o Gelo na Antártida (EPICA) tinha verificado em um estudo anterior, a concentração de carbono em um período bem menor, de 210 mil anos.

Oceano

Em outra pesquisa, os cientistas revelam que os níveis do oceano subiram duas vezes mais rapidamente nos últimos 200 anos, também sinalizando o impacto da atividade humana sobre a temperatura mundial.

Os níveis do oceano estavam crescendo anualmente cerca de 1 milímetro entre 200 e 5 mil anos atrás, segundo geólogos que estudaram sedimentos encontrados na costa de Nova Jersey, no leste dos Estados Unidos.

De 200 anos para cá, o nível do mar passou a aumentar em torno de 2 milímetros a cada ano.

Veículos e outras atividades que geram CO2 estão provocando um claro impacto sobre o planeta, que se tornou mais quente nos últimos dois séculos, disseram os cientistas da Universidade de Rutgers, em Nova Jersey, EUA, que lideraram o estudo.

Segundo Kenneth Miller, professor de geologia que liderou a pesquisa, metade do aumento no nível do mar ocorreria de qualquer maneira. Porém, isso significa que a outra metade do crescimento foi "induzida pelos humanos".

Para entender os mecanismos de mudanças no nível dos oceanos, os cientistas analisaram cinco amostras de 500 metros de profundidade à procura de fósseis, sedimentos e variações na composição química, dos quais eles obtiveram dados dos últimos 100 milhões de anos.

Os pesquisadores não determinaram se a taxa de aumento nos níveis do mar está acelerando.

Ceticismo

Céticos sobre a tese de que o aquecimento global tem sido agravado pela atividade humana apontam que a Terra tem registrado muitos períodos de temperaturas mais baixas e mais elevadas em sua história, como um resultado de processos naturais.

Erupções vulcânicas que liberam CO2 e outros gases do efeito estufa, oscilações no movimento de rotação da Terra e pequenas mudanças em sua órbita podem causar um grande impacto sobre as temperaturas da superfície do planeta, algumas vezes levando o planeta a mergulhar em longas eras glaciais, a última das quais tendo terminado 11 mil anos atrás.

Entretanto, na década passada, muitas evidências científicas têm apontado o impacto do ser humano sobre as temperaturas através da ilimitada queima de combustíveis fósseis.

Nos últimos cinco anos, a temperatura média global aumentou 0,2º Celsius, 100 vezes mais do que seria esperado para tão curto espaço de tempo, e 2005 provavelmente será o ano mais quente na história do planeta.

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