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Ex-presidente Alfonsín não quer Mercosul só comercial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente Raul Alfonsín disse que o Mercosul não pode se limitar a ser um bloco comercial, porque não foi com esse objetivo que essa união foi concebida. Alfonsín falou à BBC Brasil num intervalo do encontro entre os presidentes Lula e Nestor Kirchner, em Puerto Iguazú, onde foi realizada reunião para marcar os vinte anos da integração bilateral – Brasil e Argentina - que abriu caminho para a criação do bloco que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Alfonsín elogiou as discussões para que a Venezuela integre o grupo como membro pleno do Mercosul. "Acho que vai ser importante para a democracia da Venezuela e a do Mercosul também", afirmou. "Eu aprovo a democracia da Venezuela, mas existe uma cláusula de defesa democrática do bloco que acabará ajudando essa questão naquele país também". Quando perguntado se a crise política brasileira poderia afetar esse processo de integração ampliado, ele respondeu: "Eu preferia não comentar. Mas tenho a dizer que as crises passam e o Mercosul fica e cresce". Homenagens Alfonsín participou, ao lado de José Sarney, das homenagens pela criação do chamado "dia da amizade", que nasceu há vinte anos. Os ex-presidentes e os atuais presidentes lembraram que essa integração começou quando cada um decidiu abrir o projeto nuclear do país vizinho. Assim, disse ele, a desconfiança "terminou" e foi possível avançar na integração que inclui áreas como política e cultura, entre outras. Nos acordos assinados por Lula e Kirchner, destacaram-se a declaração crítica, conjunta, que fizeram aos organismos multilaterais de crédito – "para evitar a imposição de condições que afetam a capacidade de governos de promover políticas de crescimento, emprego digno e inclusão social". Não é a primeira vez que eles criticam os organismos de crédito, numa clara indireta para o FMI (Fundo Monetário Internacional). A declaração conjunta de apenas três páginas inclui ainda a determinação dos presidentes para que "se realizem melhores esforços" para que seja concluído, antes de 31 de janeiro de 2006, para concluir um "instrumento" capaz de evitar os desequilíbrios no comércio. A sigla CAC (Claúsula de Adaptação Competitiva) não foi citada, mas foi, segundo negociadores dos dois países, uma clara referência à salvaguarda, que tinha sido sugerida pelo ex-ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna. |
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