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Atualizado às: 30 de novembro, 2005 - 12h56 GMT (10h56 Brasília)
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Venezuela deve entrar 'rápido' no Mercosul, diz Garcia

Cartaz dos presidentes Chávez, Kirchner e Lula
Com a entrada de mais países ao Mercosul poderia ganhar força
O assessor especial do presidente Luiz Inácio Lla da Silva, Marco Aurélio Garcia, acredita que "será rápida" a entrada da Venezuela como membro pleno no Mercosul.

Ele afirmou que, quando essa união estiver concretizada, acelerará a chegada de outros países para o bloco.

Marco Aurélio acha que dependendo dos resultados das eleições na Bolívia, dia 18 de dezembro, o país, "entre outros", poderia ser também "membro pleno" e "fortalecer" o bloco.

Marco Aurélio falou à BBC Brasil num intervalo do Foro de Reflexão do Mercosul, que contou com a presença do ex-presidente Raul Alfonsín, dos economistas argentinos Roberto Frenkel e Beatriz Nofal, do brasileiro Paulo Nogueira Batista Jr., além do ex-ministro Hélio Jaguaribe.

Comunidade Sul-Americana

Com a entrada de mais países ao Mercosul poderia ganhar força, na interpretação de diplomatas, a construção da Comunidade Sul-Americana de Nações, idéia do governo brasileiro que, num primeiro momento encontrou resistência, principalmente, da Argentina.

O único momento de polêmica, nessa terça-feira, ocorreu quando sites de jornais argentinos reproduziram declarações atribuídas ao assessor do presidente brasileiro, em entrevista a agência oficial Telam.

Na entrevista, Marco Aurélio teria dito que no encontro desta quarta-feira, entre os presidentes Lula e Nestor Kirchner, o Brasil vai oferecer ajuda financeira a Argentina.

"Eu não disse que os presidentes Lula e Kirchner vão falar sobre esse assunto", disse Garcia à BBC Brasil.

"Mas sou favorável a essa iniciativa e o presidente Lula acha que é uma boa idéia, mas é preciso ver como implementá-la".

"Integração"

A agência oficial argentina informou que o Brasil daria ajuda ao país vizinho como já vem fazendo a Venezuela, que comprou títulos da dívida pública argentina.

"Nós podemos aplicar nosso dinheiro de várias maneiras. Nós não compramos títulos dos Estados Unidos? Os da Argentina também são confiáveis", disse.

Marco Aurélio ressalvou, no entanto, que dependeria da decisão de outras esferas do governo, como a área econômica.

Ele lembrou que na posse do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, em março passado, os presidentes Lula, Kirchner e Hugo Chávez, da Venezuela, conversaram sobre essa possibilidade de investimentos na dívida pública do outro país.

Mas que somente mais tarde soube que a Venezuela passou a realizar a compra de bônus da Argentina.

Na opinião de Marco Aurélio Garcia, medidas assim contribuem para maior integração da região.

66'El Mundo'
Lula 'evita' ida de Chávez a cúpula com Kirchner.
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