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Aliado de Kirchner substitui Duhalde como 'chanceler' do Mercosul | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Atendendo a um pedido do presidente Nestor Kirchner, o ex-vice-presidente da Argentina Carlos “Chacho” Álvarez ocupará a presidência da Comissão de Representante do Mercosul, no lugar do ex-presidente Eduardo Duhalde. Em princípio a cadeira corresponderia, agora, ao Brasil, já que as designações são por ordem alfabética, e depois iria para o Paraguai e o Uruguai. Chacho disse à BBC Brasil que seu novo cargo é equivalente ao de “chanceler” do bloco, responsável por representá-lo nos fóruns internacionais e tentar aproximar as discussões internas entre os sócios do bloco. A chegada de Chacho ao posto foi interpretada ainda como um “fortalecimento do pensamento de esquerda” no Mercosul e ocorreu dois dias depois de o governo Kirchner ter anunciado uma reforma ministerial que incluiu a nomeação, entre outros, de Nilda Garré, embaixadora da Argentina na Venezuela, para o Ministério da Defesa. Nilda é ex-peronista como Chacho e como ele também integrou a Frepaso (Frente País Solidário), dissidência mais a esquerda do Partido Justicialista (PJ, peronismo, fundado pelo general Juan Domingo Perón há exatos sessenta anos). Rivais Kirchner e Duhalde são peronistas, mas afastaram-se politicamente nas últimas eleições legislativas, em outubro passado, quando a primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner e a ex-primeira-dama Hilda “Chiche” de Duhalde disputaram a liderança na candidatura para o Senado. Chacho Álvarez disse que pretende atuar para aproximar a sociedade civil das discussões do bloco. “O Mercosul será mais forte se ouvir mais os sindicalistas, as ONGS e outros representantes da sociedade”, afirmou. “Outras medidas que poderemos estimular para aprofundar essa integração é a criação do Parlamento do Mercosul.” Carlos Chacho Álvarez foi vice-presidente de Fernando de la Rúa e renunciou em 2000, um ano antes da queda do presidente. De la Rúa renunciou sob panelaços, após anúncio do bloqueio dos depósitos bancários. Após vários meses afastado das discussões políticas, Chacho reapareceu, logo depois da eleição de Kirchner, em maio de 2003, para lançamento de livro sobre o Mercosul. Daquele encontro em Buenos Aires participaram ainda Cristina Fernández de Kirchner e o assessor especial da presidência do Brasil, Marco Aurélio Garcia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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