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Eleição e inflação ameaçam economia brasileira, diz OCDE | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil vive um bom momento econômico, mas riscos domésticos como as incertezas do ano eleitoral e a ameaça de inflação podem reverter este cenário em 2006, alerta a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Em seu relatório semestral Economic Outlook, a OCDE revê para baixo, de 3,6% para 3,2%, a sua previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2005. Em compensação, a organização, que em junho antecipava uma expansão econômica de 3,5% em 2006 no Brasil, agora faz projeções ligeiramente mais otimistas para o próximo ano, antecipando um crescimento de 3,7%. "Na frente doméstica, o principal risco é até que ponto a oferta crescerá para fazer frente ao fortalecimento da demanda doméstica, eliminando as preocupações com a inflação", diz o documento. Os economistas da organização, que reúne 30 países industrializados, acrescentam: "O calendário político, com a eleição presidencial em outubro, também pode acrescentar incerteza ao panorama". Além dos riscos internos, a OCDE pondera que fatores da economia global também poderiam trazer instabilidade econômica ao país. Os perigos no horizonte internacional são os altos preços do petróleo e a possibilidade de "reviravolta nas condições do mercado financeiro global e o conseqüente efeito sobre o apetite dos investidores por bens de mercados emergentes". Crescimento global Ao avaliar o desempenho da economia mundial, os economistas da OCDE afirmam que os países industrializados superaram sem maiores traumas a alta do petróleo dos últimos meses, registrando crescimento econômico superior ao que era previsto. Os 30 países membros da OCDE cresceram a uma média de 2,7% em 2005, superando os 2,6% antecipados no relatório anterior. Este ritmo de crescimento do PIB das nações industrializadas deve acelerar para 2,9% ao ano em 2006 e 2007. A correção para cima do crescimento entre os países do grupo se deve sobretudo ao Japão, que viveu um reaquecimento em seu mercado doméstico. Os autores do relatório também fazem referência a sinais de recuperação nas economias da zona do euro. O documento mantém também as expectativas de forte crescimento (3,6%) do PIB dos Estados Unidos em 2005. |
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