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Atualizado às: 29 de novembro, 2005 - 08h10 GMT (06h10 Brasília)
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Bush quer fazer média no debate sobre imigrantes ilegais

Imigrantes ilegais brasileiros deportados dos EUA
Imigrantes ilegais brasileiros foram deportados dos EUA
Prisioneiro da crise do Iraque, o presidente George W. Bush tem poucas oportunidades para se libertar do assunto, mas neste começo de semana ele está se concentrando em imigração ilegal, um tema que tampouco lhe oferece folga.

É uma questão explosiva e emocional que já desponta como de grande interesse nas eleições para o Congresso em novembro do ano que vem.

O presidente está brincando com fogo ao escolher o assunto, mas se arrisca com o objetivo de dar tração a uma agenda doméstica paralisada.

Os republicanos estão divididos sobre a questão e, após anos priorizando as posições do mundo de negócios interessado em manter as porteiras abertas para a entrada de mão-de-obra barata, Bush agora precisa fazer média com a outra ala do partido, tradicionalmente conservadora, mais ansiosa para conter o fluxo de ilegais ao invés de recompensá-los com a legalização do seu status.

Esta semana não são discursos presidenciais diante de platéias receptivas aos imigrantes com odes à generosidade americana para acolher gente de todas as partes, mas uma conversa mais policialesca em um giro pelos Estados fronteiriços do Arizona e Texas.

Na segunda-feira em uma base áerea em Tucson, ele advertiu que'"nós vamos proteger a fronteira".

É um contraste ao primeiro discurso, mais social, de Bush sobre imigração após a segunda posse em janeiro passado, quando o presidente revelou seu plano de visto temporário de seis anos para trabalhadores ilegais (estimados em até 11 milhões de pessoas).

A Casa Branca subestimou a reação negativa de amplos setores conservadores que acreditam que a prioridade do governo deva ser fechar a fronteira e deportar quem conseguir cruzar, numa onda que inclui um número crescente de brasileiros.

No discurso de segunda-feira, o presidente citou como um exemplo de sucesso a repressão e a remoção expedita de ilegais brasileiros na região fronteiriça entre o Texas e o México.

No Congresso, o plano de "trabalhadores convidados" não engatou devido às divisões, mas líderes republicanos na Câmara querem submeter à votação em breve legislação para endurecer a segurança fronteiriça antes da legalização de trabalhadores.

Sintomaticamente, as pesquisas mostram os americanos alarmados com o que consideram falta de controle na fronteira.

Neste clima, portanto, a ênfase de Bush agora é nos aspectos policialescos da política de imigração, como a contratação de mais agentes e equipamentos de alta tecnologia para a "patrulha de fronteira" e a expansão dos centros de detenção para os 100 mil ilegais capturados anualmente que hoje em dia são simplesmente libertados pois eles não têm onde ficar.

Estas novas medidas serão possíveis graças a uma lei de segurança doméstica de US$ 32 bilhões, assinada no mês passado por Bush.

O presidente, porém, não esquece os interesses dos setores pró-imigrantes do partido e o voto hispânico, a minoria que mais cresce no país.

Não é à toa que para o giro desta semana, o presidente recrutou o cada vez mais popular senador republicano John McCain, que em parceria com o democrata Ted Kennedy redigiu um projeto de lei que facilita a possibilidade para milhões de imigrantes ilegais conseguirem a cidadania, acompanhado é claro de mais rigor no controle fronteiriço.

Outros projetos de lei são menos generosos.

Em termos políticos, o ideal para Bush seria aproximar os interesses pragmáticos de empresários que precisam de mão-de-obra barata com a agenda ideológica de conservadores que advertem sobre as hordas que estão cruzando a fronteira e ameaçando o modo de vida americano.

Como tantos projetos da Casa Branca nos últimos tempos nada garante o sucesso da construção desta ponte sobre o fosso que divide posições na questão dos imigrantes ilegais.

Esta terra de imigrantes sempre foi ambivalente sobre os recém-chegados.

66Estados Unidos
Bush cita brasileiros em discurso sobre imigração.
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