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Atualizado às: 17 de outubro, 2005 - 22h17 GMT (19h17 Brasília)
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Brasil e Rússia não chegam a acordo sobre OMC

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Declaração conjunta deve falar do Conselho de Segurança
O governo russo resiste em atender às demandas do governo brasileiro para anunciar oficialmente o apoio do Brasil à entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A BBC Brasil apurou que dificilmente será fechado um acordo de última hora entre os dois países para que o apoio seja oficializado durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Rússia, que começou nesta segunda-feira e será concluída na terça-feira.

Pelo sistema da OMC, todos os 148 membros da organização precisam aprovar a entrada de um país. Se um deles rejeitar, a entrada do candidato simplesmente não é aceita.

Por isso, é no momento da entrada que cada país já integrante da OMC aproveita para impor suas condições, com concessões de vantagens do país candidato durante os cinco anos que antecedem à adaptação completa às regras da organização.

O Brasil quer que a Rússia faça concessões como o aumento de quotas de importações de carne e açúcar brasileiros, mas o governo russo insiste que, pelo menos no setor de carne, já fez grandes concessões para conseguir o apoio da Europa e dos Estados Unidos.

Por isso, restaria pouco espaço para fazer concessões ao Brasil. No caso do açúcar, a Rússia alega que precisa manter seu sistema de proteções para permitir a sobrevivência de seus plantadores de açúcar de beterraba.

Conselho de Segurança

A declaração conjunta dos presidentes Lula e Vladimir Putin, a ser divulgada nesta terça-feira, deverá mostrar "uma aproximação das visões da Rússia e do Brasil em relação à reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU)", segundo apurou a BBC Brasil.

A Rússia apóia a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, mas havia uma divergência entre os dois países em relação ao prazo da reforma e à necessidade de consenso.

Para o Brasil e o G-4 (grupo que além do Brasil inclui Alemanha, Japão e Índia), a reforma do Conselho pode ser aprovada pela maioria dos integrantes da Assembléia-Geral da ONU, o que significaria "aproveitar essa janela de oportunidade", segundo fontes da comitiva do presidente Lula.

Já a Rússia vinha defendendo a necessidade de um consenso para aprovação da reforma, o que poderia levar a uma demora maior para aprovação.

A posição da Rússia é importante porque o país é membro permanente do atual Conselho de Segurança.

De acordo com essa fonte, as negociações de última hora entre representantes dos dois governos permitiu maior aproximação entre as posições dos dois países, o que será refletido na declaração conjunta.

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