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Amorim nega acordo nuclear com a Venezuela | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira em Roma que desconhece qualquer acordo entre Brasil, Argentina e Venezuela na área nuclear. O acordo foi divulgado recentemente pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, mas Amorim declarou que "não existe acordo, é apenas uma idéia", afirmando que não recebeu nenhuma proposta específica. O ministro, no entanto, não negou que o Brasil esteja aberto para a cooperação nesta área com os países que estiverem interessados. "Todos os países têm direito ao desenvolvimento de tecnologia nuclear para fins pacíficos", disse Celso Amorim. Programa O ministro também disse que o Brasil ainda precisa completar alguns aspectos importantes do seu programa nuclear. "Temos que terminar todo o desenvolvimento do ciclo do enriquecimento, que está sendo feito com a agência atômica", afirmou o ministro. Amorim disse ainda que considera um avanço positivo a entrada da Venezuela para o Mercosul até o fim do ano, e afirmou que o Brasil está ajudando a Venezuela na adequação de suas tarifas externas. Nesta segunda-feira pela manhã, Celso Amorim assinou em Roma um protocolo de intenções com o ministro do exterior italiano, Gianfranco Fini, para reativar um tratado de cooperação que já existe nas áreas de energia, ciência e tecnologia, turismo e indústrias criativas. "Esse acordo é o símbolo da reativação das relações entre Brasil e Itália, que estavam carecendo de um impulso oficial", declarou Amorim após a assinatura, na sede da FAO durante as comemorações dos 60 anos da fundação do Órgão das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. Aftosa O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue nesta segunda-feira para a Rússia, onde deve discutir a questão da febre aftosa, já que o país é o maior importador de carne brasileira. Amorim disse que a Rússia tem adotado uma posição muito correta, tratando o problema como uma questão regional. Ele disse ainda que recebeu garantias de que a Rússia tem interesse em manter os acordos existentes. "A Rússia tem problemas para obter alimentos de boa qualidade a um preço razoável, e o Brasil está pronto para fornecer estes alimentos", disse Amorim. "O que vamos obter da Rússia é que (os russos) vão ter uma reação proporcional, vendo a situação específica e que o problema está sendo resolvido." Segundo Celso Amorim, as seis mil cabeças de gado que vão ser abatidas no Brasil para conter a doença demonstram que estão sendo tomadas medidas enérgicas. |
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