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Argentina tem novo banco de dados sobre corrupção | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Foi inaugurado nesta terça-feira na Argentina o primeiro banco de dados nacional sobre corrupção, lavagem de dinheiro e outras formas de crimes econômicos. Elaborado pelo Centro de Investigação e Prevenção à Criminalidade Econômica (CIPCE), o banco de dados reúne informações dos 750 principais processos na Justiça argentina por esta modalidade de delitos. O lema do projeto é: "por trás de cada funcionário corrupto há um empresário que corrompe". A iniciativa serve como termômetro dos prejuízos sociais causados no país pela corrupção dos últimos anos. Extorsão do Estado "Não se pode entender a corrupção sem que se entenda que, atrás dela, estão empresas que praticam extorsão contra o Estado e que negociam ilicitamente partes do mercado com os setores políticos", disse à BBC Pedro Biscay, diretor-executivo do CIPCE. Segundo a organização Transparência Internacional, que mede o nível de corrupção em países de todo o mundo, a Argentina obteve em 2004 uma nota 2,5 num índice de zero a dez (em que o zero representa o nível máximo de corrupção e o dez, transparência absoluta). O banco de dados teve origem com a idéia de que há muita informação sobre corrupção e crimes econômicos na Argentina, mas que ela não está organizada de forma sistemática para que a sociedade civil possa se beneficiar. "O objetivo é que (o banco de dados) sirva para o desenvolvimento de políticas de monitoramento cívico, para que se possa estimar os danos sociais produzidos, assim como para realizar investigações e facilitar a busca de dados para os fiscais que lidam com os diferentes casos", acrescentou Biscay. A equipe do CIPCE acredita que, embora não seja capaz de erradicar a corrupção, este projeto possa ao menos mostrar que há vítimas identificáveis por trás dos delitos econômicos e ajude a fomentar políticas para a recuperação de recursos públicos roubados. O banco de dados do CIPCE estará à disposição de todos que quiserem consultá-lo mas, por enquanto, não estará disponível via internet. |
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