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Senado destitui último aliado de Menem da Suprema Corte | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Senado argentino destituiu o último juiz da Suprema Corte do país vinculado ao ex-presidente Carlos Menem. Em uma audiência, os senadores consideraram o juiz Antonio Boggiano culpado da acusação de mau desempenho de suas funções. Boggiano foi submetido a uma espécie de impeachment por causa de 14 acusações relacionadas a três processos. Segundo o jornal Clarín, no entanto, a principal acusação se referia a uma decisão de Boggiano de autorizar uma empresa a cobrar do Estado uma velha dívida. A decisão teria custado 400 milhões de pesos ao governo, mas Kirchner a reverteu por decreto. Boggiano, que diz estar sendo perseguido pelo atual governo, é o quinto juiz a deixar o tribunal desde que o presidente Nestor Kirchner assumiu o poder na Argentina, há dois anos. As mudanças têm se provado populares para Kirchner, mas críticos dizem que o presidente só está nomeando seus aliados para a Suprema Corte. De acordo com o Clarín, Boggiano fez fortes acusações ao governo nos últimios dias, chamando os seus ocupantes de "traidores" e dizendo-se vítima de uma campanha "da esquerda dentro do governo" que supostamente não aceita seus vínculos com a Igreja. Ainda segundo o diário argentino, os senadores também consideraram Boggiano incapaz de ocupar cargos públicos. |
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