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Atualizado às: 07 de outubro, 2005 - 17h14 GMT (14h14 Brasília)
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'Pelé da Libéria' é um dos principais candidatos à Presidência
George Weah
Weah jogou em vários clubes europeus
George Weah não precisa de muita apresentação entre o eleitorado: indicado pela Fifa, o órgão supervisor do futebol mundial, como o Melhor Jogador de 1995, ele é tido como um dos maiores craques que a África já produziu.

Assim, não é de se surpreender que Weah esteja entre os seis mais prováveis vitoriosos nas eleições presidenciais da Libéria, no oeste da África, marcadas para 11 de outubro.

Há 22 postulantes ao cargo no país, que foi assolado por 14 anos de uma guerra civil que matou 250 mil pessoas.

Entre os planos de Weah está a manutenção dos 15 mil soldados da Organização das Nações Unidas (ONU) na Libéria, que está sob um governo provisório liderado pelo presidente Gyude Bryant, desde a assinatura de um acordo de paz em outubro de 2003.

Ao custo de US$ 750 milhões por ano, esta é a operação do tipo mais cara da ONU.

Outra proposta de Weah, candidato do Congresso para Mudança Democrática, é a redução do mandato presidencial de seis para quatro anos.

Sem experiência

Apesar de não ter experiência política, Weah, de 39 anos, abriu mão da vida confortável nos Estados Unidos e voltou para o seu país porque, diz ele, os políticos estabelecidos não atenderam os anseios de seu povo.

O jogador nasceu e foi criado em uma favela na capital, Monróvia. Ele pertence ao grupo étnico Kru, originário de uma das áreas menos desenvolvidas do país.

A carreira levou Weah a jogar nos clubes europeus AS Monaco, Paris Saint Germain e Olympique de Marselha, AC Milan, Chelsea e Manchester City.

Weah tem pouca escolaridade e seus opositores sugeriram que ele pode ser manipulado facilmente se eleito.

Sua esposa é jamaicana e mora, com a família, no exterior, mas jornais em Monróvia noticiaram recentemente que ela manifestou apoio à candidatura do marido.

Wheah morou em Gana e Nova York, onde ainda possui propriedades.

Tentativas dos opositores de bloquear sua candidatura em agosto, declarando-o cidadão francês foram rejeitadas pela comissão eleitoral.

Ele diz que sonha em "fazer pela Libéria o que outros fracassaram em fazer pelo país em seus 158 anos de existência" e fornecer serviços sociais básicos.

O ex-jogador foi apresentado em um comício como o 23º presidente da Libéria e disse que o número lhe traz sorte "porque eu vesti a camisa 14 na seleção nacional, e a número 9 no AC Milan. Se você somar os dois, dá 23."

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