|
Três bombas 'anti-Bush' explodem em Buenos Aires | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um dia depois de confirmada oficialmente a visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, à Argentina, três bombas de fabricação caseira foram lançadas em dois bancos e um videoclube, de marcas americanas, na Grande Buenos Aires. Segundo a polícia, os manifestantes deixaram cartas justificando o protesto contra a presença de Bush, que estará no país entre os dias 3 e 5 de novembro, para participar da IX Reunião de Cúpula das Américas, no balneário de Mar del Plata, a 400 quilômetros de Buenos Aires. As bombas não deixaram feridos e, até o final da manhã, ninguém tinha sido preso. A autoria dos atentados foi reivindicada por grupos de esquerda, opositores, como afirmam, ao imperialismo americano, como “Comando Anti-imperialismo Comandante Che Guevara”, “Comando Coronel Dorrego” e “Comando Alejandro Olmos”. O lugar mais afetado pelos atentados foi uma loja de vídeos Blockbuster, na localidade de San Martín, onde os peritos constataram, segundo a imprensa argentina, que além da bomba – chamada de “lança-panfletos” – os manifestantes colocaram fogo na recepção do prédio. Cerca de 70% da loja foi destruída, de acordo com os peritos. Gasolina Em Quilmes, os caixas eletrônicos de uma agência do Citibank foram o alvo de atentados, e também foram parcialmente danificados. Os vidros das janelas de uma concessionária de automóveis ao lado quebraram. Outra agência do mesmo banco, ainda de acordo com a imprensa argentina, foi atingida na localidade de San Miguel. O repúdio à visita de Bush, poucos dias antes do encontro que contará com a presença de 34 presidentes, entre os quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vem sendo mostrado ainda nas pichações das paredes e muros de redes de lanchonetes, bancos ou empresas privatizadas americanas e até européias. Ao mesmo tempo, está sendo organizada uma reunião paralela, também em Mar del Plata, de organizações que se opõem ao governo Bush. Comenta-se extra-oficialmente que a segurança no balneário será feita por mais de 7 mil policiais, sem incluir a segurança pessoal do próprio presidente americano. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||