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Lucas Mendes: Elas no Poder | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pela primeira vez em 11 anos, as grandes redes americanas não perderam audiência na última temporada que, para controle de índices, vai de setembro a maio. O sucesso se deve graças, em grande parte, a shows como Desperate Housewives, da rede ABC, sobre cinco mulheres num subúrbio rico americano. As redes abertas conseguiram conter o avanço das redes por assinatura com sete novos dramas, uma safra recordista em uma década. Para garantir o território ocupado, as redes estão correndo atrás de mulheres, todas elas, desesperadas ou não. A temporada que começou neste setembro está carregada de shows dominados por mulheres. Nesta terça-feira à noite temos a estréia de Geena Davis na série Commander in Chief, onde ela vai ser a primeira presidente dos Estados Unidos. Pelas críticas, que saíram antecipadas, ela provavelmente não será reeleita na próxima temporada. Na realidade, Geena Davis será a segunda presidente, porque Patty Duke ocupou a Casa Branca na série Hail to the Chief na rede ABC em 85, mas era uma comédia e não está sendo levada em conta. Para efeito promocional, Geena Davis é a primeira presidente, e o eleitorado dela é o público feminino. As mulheres passam mais tempo que os homens na frente da televisão e mudam menos de canal. No horário nobre, o número de homens assistindo as redes caiu 17% nos últimos cinco anos. Entre as mulheres, a queda foi de apenas 4%. Pelo menos na frente da televisão, as mulheres são mais confiáveis do que os homens. Todo poder a elas. |
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