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Brasil lança programa para investimentos na América Central | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo brasileiro apresentou, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Guatemala, um plano para estimular investimentos brasileiros na América Central: o Pibac (Programa de Incentivo aos Investimentos Brasileiros na América Central e no Caribe). Um dos objetivos da iniciativa é tirar proveito do tratado Cafta-RD, um acordo de livre comércio entre os Estados Unidos e seis países da região (Guatemala, Honduras, El Salvador, República Dominicana, Costa Rica e Nicarágua), que passará a vigorar a partir de janeiro de 2006. “O acordo de livre comércio entre o Sica (Sistema de Integração Centro-Americano) e os Estados Unidos oferece oportunidades e estímulo adicional para investimentos brasileiros nos países da região”, afirmou Lula durante a viagem. O Pibac servirá para promover o intercâmbio de empresários brasileiros e centro-americanos e para facilitar a entrada de companhias do Brasil na região. A expectativa é de que, com investimentos na América Central, produtos brasileiros possam não só atender a demanda de consumo da região como também chegar ao mercado americano com as facilidades tarifárias que passarão a ser concedidas pelos Estados Unidos aos países centro-americanos. Compensação Analistas estimam que, com a entrada em vigor do Cafta-RD, os investimentos na América Central cheguem a US$ 300 bilhões nos próximos dez anos e a economia da região cresça 7%. Ao mesmo tempo em que espera tirar proveito dos benefícios do Cafta-RD, o governo brasileiro argumenta que os investimentos na América Central são também uma maneira de compensar o déficit da região na balança comercial com o Brasil. “Sei que empresas brasileiras do setor têxtil já estão desenvolvendo estudos para a instalação de novas fábricas na região”, disse Lula. “Iniciativas como essa garantirão a geração de empregos e a criação de renda.” A empresa Santista Têxtil, por exemplo, planeja investir US$ 100 milhões na América Central para produzir 25 milhões de metros de jeans por ano. Estima-se que esse investimento geraria 700 empregos diretos na região. Lula encerrou sua visita à Guatemala com uma mensagem aos participantes de um encontro que reuniu cerca de 35 empresários brasileiros, 250 guatemaltecos e 40 de outros países centro-americanos. Etanol Em meio ao lançamento do Pibac, Brasil e Sica anunciaram a assinatura de acordos de cooperação para a transferência de tecnologias para a produção de etanol, biodiesel e outras fontes de combustível alternativas. A estratégia do governo brasileiro é fazer com que mais países da região produzam o etanol para que o combustível passe a ser uma commodity internacional, como o petróleo, o açúcar e o café. “Os programas brasileiros de combustíveis renováveis, como o etanol e o biodiesel, são alternativas energéticas para a América Central”, afirmou Lula aos empresário brasileiros e centro-americanos. “O Brasil está pronto a compartilhar uma tecnologia inovadora e limpa”, acrescentou. “Além de reduzir a emissão de gases poluentes, gera postos de trabalho no campo e valoriza a agricultura familiar." |
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