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Atualizado às: 16 de agosto, 2005 - 15h13 GMT (12h13 Brasília)
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Crise política no Brasil já preocupa países vizinhos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Jornais chilenos e argentinos têm destacado escândalos no governo
Os setores industriais da Argentina, incluindo o automotivo, são os mais preocupados com os efeitos da crise política brasileira na economia. A opinião é do economista Juan Sabala, da consultoria Abeceb. Segundo ele, o mercado brasileiro é vital para esse ramo da economia.

Para o economista e outros especialistas dos países vizinhos, se o Brasil crescer menos, comprará menos e, com a retração do mercado interno brasileiro, o país poderia acabar exportando ainda mais – ou seja, renasceria a preocupação com a “invasão de produtos brasileiros” na região.

Nos últimos dias, logo após o depoimento do publicitário Duda Mendonça no Congresso, os jornais argentinos e chilenos voltaram a destacar os recentes episódios e possíveis reflexos da crise brasileira.

Desde que as denúncias de corrupção surgiram, há pouco mais de 60 dias, os principais jornais vêm destacando cada capítulo da situação política do Brasil. Mas agora voltaram a intensificar, com mais espaço e chamadas nas primeiras páginas, a cobertura sobre o que ocorre no maior sócio do Mercosul.

O motivo: preocupação com os efeitos em seus próprios países. O jornal argentino La Nación publicou a manchete no suplemento de economia: “Teme-se que a crise no Brasil afete a economia argentina”.

Chile

O jornal chileno La Tercera perguntou em seu editorial, no fim de semana: “A via crucis de Lula nos atinge?”. No texto, a conclusão era que o crescimento econômico chileno, previsto para 6% neste ano, poderá ser prejudicado pela crise brasileira.

A situação tem merecido tanta atenção que até setores menos vinculados ao mercado brasileiro, como o de grãos, também acompanham, atentamente, o desenrolar da crise. É o caso do empresário Gustavo Grobocopatel, maior produtor de soja da Argentina, e dono de negócios no Uruguai e Paraguai e planos de investimentos no Brasil.

Ele disse que a economia argentina é dependente da brasileira e que a desvalorização do real no Brasil, há cinco anos, obrigou a Argentina a desvalorizar sua moeda.

Apesar disso tudo, acrescentou o empresário, ele é otimista. “O Brasil é um exemplo para os demais. Foi assim quando elegeu Lula e agora, em plena crise, quando mostra que tem instituições fortes”.

Segundo Grobocopatel, aconteça o que acontecer, o Brasil, pelo seu tamanho, peso político e econômico, vai continuar dando o norte para a região. E por isso mesmo tem merecido tanta atenção.

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