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Para Amorim, crise interna não atrapalha política externa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira na Guatemala, onde acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita oficial, que a crise política não tem interferido na política externa do país. “Lamento decepcionar, mas não tem atrapalhado em nada. O governo brasileiro continua tendo uma política externa ativa. O próprio presidente Lula tem participado de muitos eventos, acabou de ir a um evento muito importante que foi o lançamento dessa estrada interoceânica no Peru", afirmou o ministro. “A nossa política externa continua igualmente ativa e colhendo os frutos que deve escolher." Lula, por sua vez, falou sobre as relações entre Brasil e Guatemala e do que chamou de compromisso brasileiro com a América Latina. "O Brasil, que tem uma economia maior do que a dos demais países do nosso continente, tem um compromisso de partilhar com os nossos irmãos da América Latina os seus conhecimentos na área de tecnologia, a capacidade produtiva e tecnológica de nossas empresas, e o nosso conhecimento na agricultura para que possamos não apenas estabelecer parcerias mas para que possamos contribuir para que todos os países tenham melhores condições para o seu povo", afirmou. Fome e pobreza O presidente disse ainda que a sua visita escreve um novo capítulo na "já boa" relação entre Brasil e Guatemala. Os dois países, disse Lula, vão trocar "bem-sucedidas experiências" no combate à fome e à pobreza. Ele participa nesta segunda-feira de um seminário sobre a fome na América Latina, e na terça-feira, de um encontro com presidentes do Sica (Sistema de Integração Centro-Americano). Lula, que encerra o evento sobre a fome com um discurso, deverá voltar a falar na terça-feira em pronunciamento aos participantes do encontro empresarial Brasil-Sica, que deverá ocorrer em paralelo à reunião de cúpula. A partida do presidente da Guatemala para Nova York, onde participa da 60ª Assembléia-Geral da ONU, está prevista para as 16h do horário local (19h do horário de Brasília). "Demanda de Lula" Ao ser questionado se, em conversas informais, representantes de outros países não demonstravam preocupação com a crise brasileira, o ministro Celso Amorim admitiu que há uma "curiosidade" sobre o assunto. “Não vou dizer que alguém que não tenha curiosidade e pergunte, isso é natural. Agora, não no sentido de que isso afeta a nossa presença internacional, afeta as nossas atividades. Pelo contrário, o que eu continuo a sentir é que a demanda de Lula é maior do que a oferta de Lula. Tem muito mais desejo de que ele vá a mais países do que a gente efetivamente consegue fazer." Segundo Amorim, o resultado mais importante da visita é a consolidação da relação do Brasil com a América Central. "Nós colocamos muita ênfase na integração da América do Sul, mas essa é uma demonstração de que a integração da América do Sul não é contraditória com a integração do conjunto da América Latina. Ao contrário, uma coisa é condição para a outra." “Na área empresarial, por exemplo, haverá muitos investimentos novos (brasileiros) na América Central.” |
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