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'New York Times' elogia política do Brasil para a Amazônia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal americano The New York Times traz nesta terça-feira um editorial no qual elogia a política do governo do Brasil para a Amazônia. Com o título de "Uma Amazônia Mais Saudável", o diário afirma que "quando o Brasil demonstra vontade política de proteger a Amazônia, ele é capaz de fazê-lo". O New York Times cita os dados divulgados no mês passado pelo governo brasileiro, segundo os quais as queimadas na Amazônia têm sido reduzidas e o desmatamento na região neste ano foi a metade do registrado no ano passado. O New York Times frisa que graças à liderança da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, "o Brasil está começando a impor sua autoridade em áreas da floresta onde não havia lei". No entanto, o diário enfatiza que "o estado de direito ainda é um conceito alheio à Amazônia" e que "grileiros se apropriam de terras valorizadas situadas perto de estradas asfaltadas e queimam vilarejos para afugentar os moradores". O jornal ainda acrescenta que "centenas de líderes que se posicionaram a favor de camponeses foram assassinados e virtualmente nenhum dos assassinos foi preso". Liderança ameaçada O diário argentino Clarín traz um artigo assinado por Diego Guelar, ex-embaixador da Argentina na União Européia, no Brasil e nos Estados Unidos. Ele afirma que a crise brasileira está ameaçando o papel de liderança sul-americana que vinha sendo exercido pelo país. De acordo com o ex-embaixador, o Brasil estava começando a exercer "uma eficaz e respeitada liderança". Mas acrescenta que "a crise pela qual passa o partido do governo impede o aprofundamento da integração regional" e impossibilita o Brasil de "liderar a negociação comercial com os Estados Unidos, que atualmente está paralisada". Fim da Era Bush O jornal The Washington Post traz artigo do colunista E. J. Dionne Jr., no qual ele afirma que "a Era Bush acabou". O articulista comenta que "nos últimos meses, e em especial nas duas últimas semanas, a maioria dos americanos percebeu que o governo do presidente Bush não funciona". O jornalista acrescenta que as políticas de Bush "estão dando errado, sua postura como líder é auto-indulgente e distante e sua maneira de fazer política gera divisões e raiva". O articulista determina que o momento que selou o fim da era Bush em definitivo foi o dia dois de setembro, data em o presidente americano sobrevoou a região atingida pelo furacão Katrina. "Não houve nenhum momento mágico para ser anunciado num alto-falante. O total fracasso do governo em providenciar assistência já havia penetrado a consciência do país", conclui o articulista. Macabro O jornal britânico The Guardian traz uma reportagem na qual afirma que uma empresa de cosméticos chinesa está utilizando a pele extraída dos corpos de prisioneiros executados para produzir produtos de beleza vendidos na Europa. O Guardian conta que representantes da empresa teriam dito a potenciais consumidores que o fato de a firma estar produzindo colágeno e produtos anti-rugas a partir da pele de prisioneiros condenados à morte é algo "tradicional" e que "não justifica fazer alarde". O diário diz não poder citar o nome da empresa por motivos legais e afirma não ser possível precisar se os produtos de colágeno da companhia que já foram exportados para a Grã-Bretanha anteriormente traziam substâncias derivadas de cadáveres de prisioneiros. |
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