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Esforço pós-Katrina pode ser o maior da história dos EUA, diz 'Washington Post' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal americano Washington Post diz nesta quarta-feira que os trabalhos de ajuda às vítimas do furacão Katrina podem atingir proporções jamais vistas nos Estados Unidos. “Entidades filantrópicas e o governo federal lançaram o que agências de ajuda humanitária prevêem que será o mais longo e mais caro esforço do tipo na história americana”, diz a reportagem. O britânico Financial Times destaca os efeitos econômicos do furacão, afirmando que eles devem ser piores do que previam as estimativas mais pessimistas. O jornal observa que o preço do petróleo já aumentou e reproduz a preocupação de seguradoras de que o furacão pode ser o “desastre natural mais caro da história”, causando prejuízos entre US$ 15 bilhões e US$ 25 bilhões para o setor. O Los Angeles Times, por sua vez, diz que os saques a lojas em Nova Orleans estão “fora de controle”, uma vez que a polícia está “exaurida” pelos esforços de ajuda às vítimas. E o Times Picayune, de Nova Orleans, diz que “o sofrimento” da cidade “não termina” só porque o Katrina já foi embora. A cidade segue inundada e algumas regiões podem ficar sem energia elétrica por até um mês, diz o jornal, que nesta quarta-feira não publica sua edição impressa, mas apenas a eletrônica, por causa do furacão. Argentina e Brasil O jornal argentino La Nación publica nesta quarta-feira uma entrevista com o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, Odair Gonçalves, que procura dissipar o que o diário chama de “preocupação e espanto” causados pela revelação, por um ex-alto funcionário do governo, de que o Brasil “estava perto de fabricar a bomba atômica nos anos 1990”. “Gonçalves disse que enviava a seguinte mensagem à Argentina: ‘Posso garantir que não se está trabalhando com material nuclear de enriquecimento superior ao permitido e que não há nenhum projeto de nada fora da lei ou que não seja para uso pacífico’”, escreve o jornal. Outro jornal argentino, o Ámbito Financiero, destaca em sua manchete a decisão do governo do país de “frear a invasão de produtos da China e do Brasil”. O diário se refere às restrições impostas à importação de calçados brasileiros e brinquedos chineses, Já no Clarín, o cientista político Juan Gabriel Tokatlian defende que a Argentina deixe para trás seu “narcisismo” na política exterior e adote uma estratégia mais “modesta” no setor. “Há décadas existe um desequilíbrio entre o ideal e o real”, diz Tokatlian. “Aspirações frustradas de reconhecimento geram desilusão e vanglórias.” Meirelles nos EUA O americano The New York Times qualifica de “excelente” o filme O Jardineiro Fiel, de Fernando Meirelles, que está estreando no mercado americano. O jornal diz que o filme é um “pouco comum e satisfatório exemplo do gênero” dos thrillers políticos. Outro diário nova-iorquino, o Newsday, afirma que Meirelles é um diretor que “não tem medo de enfrentar temas difíceis e locações ainda piores”, referindo-se ao fato de que ele filmou Cidade de Deus em favelas e seu novo filme nas selvas do Quênia. “Meirelles não faz prisioneiros e parece destinado a eliminar qualquer idéia de que ele seja um fenômeno de um só sucesso”, diz o jornal. Mas o The Washington Times tem uma opinião bem diferente, qualificando O Jardineiro Fiel de “complicado e aparentemente interminável” filme cujos defeitos parecem “tornar mais evidente a inexperiência de seu diretor”. |
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