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Atualizado às: 25 de agosto, 2005 - 19h44 GMT (16h44 Brasília)
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Etnia é decisiva na desigualdade no Brasil, diz ONU
cidade na América Latina
A desigualdade entre ricos e pobres ficou maior, diz ONU
Um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York sugere que a etnia é um fator decisivo de desigualdade social em países da América Latina, entre eles o Brasil.

O documento analisou os efeitos de duas décadas de reformas liberais na região e diz que elas acabaram resultando no aumento da desigualdade.

Segundo o estudo, o desemprego na América Latina aumentou quase 2% entre 1993 e 2002, obrigando muitos trabalhadores a entrar para a economia informal e aumentando a tensão social.

No mesmo período, a região ficou mais pobre em relação às regiões mais desenvolvidas do mundo.

O relatório da ONU também destaca o impacto de políticas comerciais mundiais distorcidas na região, especialmente para produtos agrícolas.

Mundo mais desigual

O estudo analisa a desigualdade de renda e de riqueza no mundo inteiro, além de avaliar outras áreas como saúde e educação.

O texto diz que a desigualdade no mundo é maior hoje do que há dez anos, observa que esse aumento ocorreu apesar do crescimento econômico expressivo em algumas regiões do mundo e pede medidas imediatas para alterar essa situação.

Segundo a ONU, os benefícios do desenvolvimento mundial, de forma geral, foram para os países ricos e industrializados.

O estudo alerta para os riscos de ignorar a desigualdade, dizendo que concentrar-se exclusivamente em crescimento econômico é uma forma ineficaz de alcançar desenvolvimento.

China e Índia

Ainda de acordo com o relatório, embora a China e a Índia tenham tido considerável aumento de renda, têm grande desigualdade.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que o relatório mostra que a agenda do desenvolvimento não pode avançar sem que as desigualdades sejam resolvidas, incluindo a diferença entre mão-de-obra qualificada e não qualificada e entre trabalhadores dos setores formais e informais.

O estudo recomenda expandir oportunidades para emprego produtivo, que possa trazer grupos marginalizados a sociedade.

Ele recomenda também um esforço para distribuir os benefícios do que chama de uma economia cada vez mais aberta globalmente.

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