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Atualizado às: 29 de julho, 2005 - 19h54 GMT (16h54 Brasília)
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Brasileiro morto em Londres é enterrado em MG
Família de Jean diante do caixão com a bandeira do Brasil
Morte do brasileiro mobilizou a população no interior de Minas
O brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por engano pela polícia britânica em Londres, foi enterrado na tarde desta sexta-feira no cemitério de sua cidade natal, Gonzaga, no interior de Minas Gerais.

Coberto com as bandeiras do Brasil e de Minas, o caixão com o corpo de Jean Charles foi velado pela família, pelos amigos e por milhares de pessoas que passaram pela Igreja Matriz de Gonzaga desde a tarde de quinta-feira.

De acordo com autoridades locais, aproximadamente 10 mil pessoas acompanharam o velório, a missa de corpo presente e o enterro do brasileiro.

A estimativa ilustra como a morte de Jean Charles mobilizou a população na região já que o número é maior do que a população da cidade de Gonzaga, que tem cerca de 6 mil habitantes.

O corpo chegou de Londres, na manhã de quinta, em um vôo comercial, que pousou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Três dos quatro primos do eletricista que moram em Londres chegaram ao Brasil no mesmo vôo.

Depois de desembarcar em São Paulo, o caixão foi levado em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para Governador Valadares (MG). De lá, o corpo viajou cerca de 90 quilômetros em um caminhão dos bombeiros em um cortejo até Gonzaga.

Visto

Na tarde de quinta-feira, o Ministério da Justiça da Grã-Bretanha divulgou um comunicado em que afirma não reconhecer o visto carimbado no passaporte de Jean Charles que daria ao brasileiro residência permanente no país.

Segundo as autoridades, uma investigação revelou que o carimbo estampado no passaporte não corresponde ao tipo usado na data em que ele teria sido emitido pelo Departamento de Imigração e Nacionalidade da Grã-Bretanha.

Em Brasília, o Ministério de Relações Exteriores divulgou nota em que diz que a informação "contraria as indicações que haviam sido recebidas até então das autoridades britânicas".

O Itamaraty afirmou ainda que a nova revelação não altera "a responsabilidade das autoridades britânicas pela morte trágica de um cidadão brasileiro inocente e pacífico".

"Não deve, portanto, ter qualquer influência sobre as investigações conduzidas a respeito da tragédia ou sobre as medidas que o governo britânico deverá tomar como reparação à família do Sr. Jean Charles de Menezes, as quais continuarão a ser acompanhadas atentamente pelo Governo brasileiro", conclui a nota.

De acordo com o Ministério da Justiça britânico, Jean entrou na Grã-Bretanha em 13 de março de 2002 e recebeu um visto turístico de seis meses.

Posteriormente, afirma o ministério, o brasileiro solicitou um visto de estudante. O órgão diz que o pedido foi aprovado no dia 31 de outubro de 2002 e, então, Jean Charles recebeu um visto válido até 30 de junho de 2003.

Depois disso, as autoridades britânicas afirmam não ter registro de qualquer outro pedido apresentado pelo brasileiro para permanecer no país por mais tempo.

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