|
Economia fica estável, e Lula, mais popular apesar de escândalo, diz 'Financial Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal econômico britânico Financial Times demonstra espanto nesta quarta-feira com o fato de que a agência de avaliação de risco Fitch disse que as perspectivas para a economia do Brasil são “estáveis”. “O que isso pode significar, perspectivas estáveis? O Brasil está sofrendo sua crise política mais séria em anos”, diz uma coluna sobre análise de mercados do jornal. O analista diz que a resistência da economia a abalos políticos se deve em parte ao fato de que o Brasil “colocou sua casa fiscal em ordem”, mas ele argumenta que nenhum fator pode ser singularizado como uma explicação plausível para o fenômeno. O texto especula que em geral a estabilidade decorre de fatores externos, como a fraqueza do dólar e os altos preços das commodities, e que “essas condições podem mudar”. Lula incólume Em outra reportagem, o Financial Times comenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está emergindo “pessoalmente incólume” dos escândalos de corrupção envolvendo o PT. A observação se baseia na pesquisa divulgada na terça-feira pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que observou um aumento da popularidade do presidente e também recebe atenção dos jornais argentinos La Nación, Clarín e Página 12. O primeiro qualifica a pesquisa de “surpreendente” e diz que, a princípio, ela “contradiz as perspectivas de uma mudança nos planos de Lula de concorrer à reeleição em outubro do ano que vem”. Já o Clarín diz que Lula “mantém uma boa dose de capital político” nadando “contra a maré” e que o resultado da pesquisa “representou uma grande tranqüilidade no coração da city paulista”. E Página 12 publica uma notinha chamada “Lula à prova de balas”. Contra os cartéis O The Wall Street Journal diz que o governo brasileiro está incrementando suas ações contra cartéis econômicos, “mesmo que outros países latino-americanos andem para trás” nesta área. “Com a bênção do pragmático governo de esquerda do Brasil, as autoridades antitruste do país estão agindo agressivamente para tentar acabar com comportamentos não-competitivos”, diz a reportagem. O jornal diz que um grupo de jovens tecnocratas está liderando a ofensiva por meio do uso de ferramentas legais “há muito familiares às autoridades americanas e européias, mas consideradas de vanguarda na América Latina”. Além disso, a “recém-encontrada ênfase do Brasil surge no momento em que as autoridades na área de concorrência em outras partes da América Latina estão recuando em meio ao crescente desencanto com as medidas baseados na economia de mercado dos anos 1990 e o envolvimento de figurões da política”. Pior pesadelo O The Independent, de Londres, diz que a descoberta de que os autores dos atentados a bomba em Londres foram militantes suicidas nascidos na própria Grã-Bretanha constitui o “pior pesadelo” para a polícia do país. Isso porque se tratam de “cidadãos que têm vidas aparentemente comuns, escapando do radar das agências de segurança”. Outro jornal britânico, o The Times, diz que a descoberta é “profundamente incômoda” e “levanta sérias questões para os muçulmanos britânicos”. Por sua vez, o The Daily Telegraph comenta em editorial que “é inconcebível que ninguém tenha notado que quatro jovens ficaram suficientemente radicalizados a ponto de imolar a si mesmos e a outros”. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||