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TV por satélite de Chávez não será neutra, diz diretor | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor de jornalismo da TV venezuelana por satélite Telesur, Jorge Enrique Botero, disse que o canal será "independente", mas não "neutro". "Algumas notícias sempre incomodam algumas pessoas. Nós só temos de tolerar isso e sempre defender a nossa independência - que não quer dizer que seremos neutros. Independência, sempre. Mas neutralidade, nunca", disse Botero, ao repórter da BBC Iain Bruce. A Telesur terá transmissões por satélite para toda a América Latina, inclusive Brasil, e deve concorrer com a CNN e com outros canais em espanhol com transmissões de Miami e Atlanta. "É uma questão de foco, de qual perspectiva nós olhamos para o nosso continente", diz Botero. "Nós queremos olhar para a América Latina a partir daqui (da Veneuzela)." Al-Bolivar Andres Izarra, ministro das Comunicações da Venezuela e presidente da Telesur, diz que o objetivo da emissora é "integrar os diferentes países da região por meio da comunicação". Além da Venenuela, Argentina, Cuba e Uruguai também participam do financiamento do empreendimento. A iniciativa do governo de Hugo Chávez já ganhou o apelido de Al-Bolivar, uma combinação do canal árabe de notícias Al-Jazeera e do herói da independência preferido do presidente venezuelano Hugo Chavez. "Você vai ter uma visão da América Latina, mas você vai ter a visão que esses governos querem que você tenha, não uma visão imparcial", disse Alberto Ravell, presidente do principal canal privado de notícias, Globovision. "Eles têm todos uma posição política, e é a posição política do nosso presidente, que não quer ser apenas o presidente da Venezuela, mas também o líder da América Latina." Plano Colômbia De acordo com os comerciais da Telesur, cujo sinal já está no ar a intenção é revelar "a verdadeira cara da América Latina." Uma das séries prometidas pelo canal é sobre "os caminhos secretos do Plano Colômbia", o programa de erradicação de drogas financiado pelos Estados Unidos na Colômbia. Num comercial sobre o tema, o locutor pergunta: "Quem vai julgar os soldados do Exército americano apanhados na Colômbia traficando drogas e armas?" O principal estúdio da emissora também vai funcionar na Venezuela, ao lado das instalações da TV estatal. A previsão é de que 40 jornalistas estejam trabalhando até o final de setembro no prédio, que ainda está sendo construído, e em outros escritórios espalhados pelo continente. A programação de 24 horas contará com notícias, documentários e filmes, tudo com a marca "fabricado na América Latina". Os primeiros programas pré-gravados vão começar a ser transmitidos no fim de julho. |
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